O Voto e a Consciência Penedense

Entre a política de compromisso e o profissionalismo do poder, o desafio de escolher representantes com raízes, responsabilidade e visão para o futuro de Penedo.

O Voto e a Consciência Penedense

É surpreendente perceber que, nos chamados regimes democráticos, o povo exerce o poder apenas no dia da eleição, quando escolhe quem irá governá-lo pelos quatro anos seguintes. No Brasil, ainda é assim — e muitos aceitam isso como algo natural.

Houve um tempo em que esse poder realmente nos pertencia. Votávamos em homens que conhecíamos de perto, profissionais respeitados que viviam entre nós e exerciam suas atividades quando não estavam em mandatos. Era o tempo do Dr. Raimundo Marinho, dentista; do Dr. Alcides Andrade e do Dr. Hélio Lopes, médicos. Não dependiam da política para sobreviver, mas serviam a ela por compromisso com o povo. As críticas eram raras, pois cada um cumpria seu dever com dignidade.

Hoje, caminhamos para um momento decisivo, em que devemos escolher representantes com raízes genuinamente penedenses, e não políticos profissionais que fazem da política meio de sustento. A política deixa de ser missão quando passa a servir a interesses pessoais, alimentada por ataques, mentiras e discursos que tentam descredenciar quem trabalha.

Toda administração tem falhas — isso é realidade em qualquer município. Ainda assim, é inegável que Penedo avançou. A saúde atende a todos, mesmo com limitações. A assistência social cumpre seu papel com igualdade. A educação vive momento melhor que em tempos passados. Serviços foram ampliados, postos mantidos, e a cidade se fortalece como polo turístico, com novas perspectivas trazidas pela Ponte Penedo/Neópolis e pela expectativa do aeroporto regional.

O verdadeiro desafio está em nós, eleitores, que devemos escolher com consciência, livres da influência de interesses pessoais, ressentimentos ou discursos de divisão. Pertencer a Penedo é mais que nascer aqui: é ter responsabilidade com seu presente e seu futuro.

Pertencer a Penedo é ser penedense consciente.

Creditos: Professor Raul Rodrigues