Não se vence uma eleição antes dos votos nas urnas e apurados

Uma coisa é certa: Se Bolsonaro estivesse solto e livre, mas inelegível, a autodestruição seria dele e não de quem o persegue.

Não se vence uma eleição antes dos votos nas urnas e apurados

Volta e meia somos levados a ler, ouvir ou assistir nas TVs – redes de televisão – uma insana briga em torno das informações da política nacional, tema que faz estremecer o chão e tremer os nervos entre bolsonaristas extremos e lulistas igualmente extremados.

Em uma situação como esta, nada de novo nasce. E o surgimento de uma nova liderança é necessário, mesmo diante de tantas defesas apaixonadas dos interlocutores do UFC brasileiro sobre a eleição para a Presidência da República.

O lulismo não deve perder a razão e achar que a exposição da vida do três vezes presidente do Brasil, na Marquês de Sapucaí, foi edificante. Não foi, e ponto final.

Expôs, de maneira errônea, imagens deprimentes entre prisões e solturas, insinuações e elucubrações rasas, que se tornaram, no conjunto da obra, uma palhaçada. E a Presidência da República não é lugar para palhaços. É lugar para estadistas.

Erros crassos foram cometidos: abriram-se brechas para que a legalidade fosse questionada, de forma que a pena, se for a conclusão, não poderá ser diferente da aplicada a outros casos já apurados, declarados e com sentenças em vigor.

O Carnaval do Rio de Janeiro é o maior espetáculo da Terra no mundo moderno. Tudo foi transmitido para o planeta inteiro, e o mundo atual é globalizado, com opiniões sufocantes que vêm de fora para dentro. A homenagem até poderia existir, mas dentro do contexto real da vida: um nordestino, pobre, tomador de café sem pão, trabalhador em São Paulo, onde se tornou líder sindical e se transformou em um nome muito forte de uma visão comunista, marxista, leninista, ou seja lá o que for, mas que ascendeu ao poder por meio das massas trabalhadoras, cuja divisão em tantos sindicatos fragilizou a liderança do Partido dos Trabalhadores. Missão, aliás, explorada pela chamada direita.

Com esse apelo, talvez a homenagem tivesse produzido melhor efeito.

Creditos: Professor Raul Rodrigues