Feminicídios marcam o Carnaval em todo o Brasil

Feminicídios marcam o Carnaval em todo o Brasil

Dias marcados por festa e recesso são interrompidos, em diferentes localidades, por sucessivos casos de violência contra mulheres

O Carnaval está terminando, mas nem tudo foi festa. Em diversos cantos espalhados pelo Brasil, foram registrados casos de feminicídio (onde mulheres são mortas apenas por serem mulheres). Os números apenas reforçam uma preocupante tendência de crescimento neste aspecto no país. Em 2025, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As mulheres, na maioria das vezes, são mortas de forma covarde e brutalmente agressivas. Em Caraguatatuba, litoral de São Paulo, uma mulher de 40 anos foi morta a facadas na madrugada da última terça-feira (17). Agredida especialmente nas costas, ela foi encontrada em uma via pública da cidade. O criminoso ainda não foi identificado pela Polícia.

Ainda em São Paulo, mas na região da cidade de Piracicaba, outro caso de feminicídio foi registrado na última terça-feira (17). Um homem golpeou, com uma faca, a própria companheira. A morte foi constatada por ele ainda pela manhã, mas o acionamento da Polícia ocorreu apenas no final da tarde. Ele foi preso em flagrante.

Os crimes contra mulheres no estado de São Paulo não são uma novidade. O estado foi o que mais registrou mortes delas pelo crime de feminicídio em 2025: 233 casos. O número é consideravelmente maior do que o de outros estados do Brasil, como o Rio Grande do Sul. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, 80 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado gaúcho em 2025.

No Rio Grande do Sul, a vítima de feminicídio foi uma jovem de 26 anos. Cássia Girardi do Nascimento foi morta pelo ex-namorado, Bruno Padilha, de 29. O crime, registrado no último sábado (14), ocorreu na cidade de Cacequi. De acordo com informações da polícia, o crime teria ocorrido na casa dela. Um dia antes, na sexta-feira (13), a Justiça havia concedido um pedido de medida protetiva de Cássia contra Bruno.

Como se defender e denunciar a violência contra as mulheres? A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos: orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.); informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento; registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes; registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento. É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.