Ano eleitoral: tudo começa a partir da segunda-feira, 23/02
19/02/2026, 17:57:21Entre fofocas ou fake news, mentiras ou fatos aumentados — ou também diminuídos para não valorizar o inimigo — o país passará a viver sob esse perfil que, por mais desagradável que pareça, ainda assim representa a decisão sobre as nossas vidas.
Passado o Carnaval, o ano eleitoral abre as portas com muitas dúvidas para os senhores candidatos, começando pelo partido ao qual se filiar, com cada político fazendo e refazendo os cálculos do quociente eleitoral e sua perspectiva de votos.
Até 4 de outubro, antes da apuração das urnas, todos se veem eleitos. Depois de sacramentados os resultados, poucos o serão; muitos, mas muitos mesmo — a esmagadora maioria — estará derrotada, formando o bloco dos desesperados.
Após a escolha da sigla partidária, vêm as convenções, realizadas dia e noite por cada partido, quando serão consagrados os nomes dos senhores candidatos, de fato e de direito. Surge então nova pressão interna entre grupos e pretendentes.
Encerradas as convenções, começa a corrida eleitoral. Para deputados estaduais, federais e senadores, é hora de percorrer o estado e cada município, prestando contas do que foi feito por aqueles que buscam a reeleição. Para os demais concorrentes, é o momento de esvaziar o bolso, entre uma dúvida cruel: com mandato, valeu a pena; sem mandato, o que foi que eu fiz?
Para presidente da República e governador, a pressão é exatamente a mesma, apenas em escala maior. O bolso será muito mais exigido e o sonho, muito mais difícil. Para deputado estadual e federal — 513 serão eleitos ou reeleitos para Brasília, na Câmara dos Deputados — e ainda dois senadores por estado em disputa quando for o caso. Já para presidente e governador, somente um poderá ser o escolhido.
Para os vitoriosos, será o começo de um sonho, muitas vezes irrealizável. Nenhum poderá cumprir tudo o que prometeu. Daí a expressão: um sonho irrealizável. Entretanto, será um lugar conquistado para o próprio sonho, seja como missão ou ambição. O histórico de cada um já vem escrito pelo passado: quem fez, tem créditos; quem nunca fez é um tiro no escuro — ainda assim, permitido ao eleitor.
Em 2027, o Brasil terá um novo ou velho presidente. A Câmara Federal e o Senado da República estarão, em parte, renovados. A cadeira presidencial terá um novo ocupante ou um reeleito para mais um mandato, e, em alguns estados, novos governadores conduzirão multidões de esperançosos.
E tudo começa exatamente na próxima segunda-feira, dia 23 — para não dizer, nem escrever, que é 13.