Michelle critica alegoria de Bolsonaro como palhaço no Carnaval
17/02/2026, 15:08:05A crítica de Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais para expressar seu descontentamento com a representação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro. Durante a apresentação, que ocorreu no dia 15 de fevereiro, Bolsonaro foi retratado como um palhaço encarcerado, gerando uma série de reações.
Reação nas redes sociais
Em sua publicação, Michelle destacou: “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião.” Com essa declaração, ela se referiu diretamente ao atual presidente da República, em um momento que se tornou bastante discutido nas redes sociais.
A alegoria do desfile
O desfile da Acadêmicos de Niterói foi a primeira apresentação da noite. O samba-enredo homenageava Lula, destacando sua trajetória como operário e relembrando episódios marcantes da política brasileira recente. Além da homenagem ao presidente, a performance incluiu sátiras direcionadas a adversários políticos.
Repercussão e críticas
Uma das partes mais expressivas do desfile foi a comissão de frente, onde um ator caracterizado como Jair Bolsonaro apareceu inicialmente como palhaço e, em seguida, detrás de grades. Essa encenação provocou diversas reações de aliados do ex-presidente nas redes sociais, refletindo a polarização política do país.
Durante o evento, Lula estava em um camarote ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e de alguns ministros. A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também fez presença no local, mas optou por não desfilar.
Reações da oposição
A homenagem a Lula também gerou críticas de outros membros da oposição. No X (antigo Twitter), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente de usar recursos públicos para autopromoção. Por sua vez, o ex-juiz e agora senador Sergio Moro (União Brasil-PR) comentou que “faltou o carro da Odebrecht”, aludindo à Operação Lava Jato e insinuando uma conexão com a corrupção.