Um ponto complexo e difícil aceitação por parte de uma ideia já formada: mulheres bandidas são diferentes dos homens?

Toda inspiração do escritor está dentro dele ou naquilo que vê, enxerga e analisa. A inspiração pode vir da natureza, com suas belezas ou durezas, ou ainda da psique que a todos atormenta. Quem mais parece ser normal esconde em si um gatilho ainda não disparado.

Um ponto complexo e difícil aceitação por parte de uma ideia já formada: mulheres bandidas são diferentes dos homens?

Não escondo meus erros nem tento corrigi-los com novas ações deploráveis. Mas a pergunta que muitas pessoas fazem é: mulheres bandidas, fingidas, mentirosas, aproveitadoras e ladras são dignas de perdão sem que nenhuma culpa lhes recaia?

E há muitas mulheres assim. Fingem para se aproveitar de situações confortáveis para si e para seus filhos. Aluguéis atrasados, escolas pagas por companheiros, vida financeira sempre desequilibrada, com cobranças à porta — e, depois, fazem-se de vítimas.

Mulheres bandidas podem ser tão perversas quanto homens bandidos, chegando, em casos extremos, à morte de companheiros por meio de comparsas de suas vidas errôneas.

Homens que não prestam também não valem nada. E quanto ao uso da violência contra quem agride? Por vezes, mulheres canalhas e criminosas agridem fisicamente primeiro para depois se fazerem de vítimas. Conheci uma que jogou a própria cabeça contra a parede da casa onde vivíamos para tentar me incriminar. Graças a Deus, o próprio pai dela a demoveu dessa ideia prejudicial.

Não sou inocente tentando me eximir de culpa. Sei que já errei e paguei caro pelos erros do passado. Mas nunca os repeti, a não ser para me defender, e apenas uma única vez, após três agressões promovidas por aquela de quem me livrei para sempre.

Quanto ao feminicídio, sou totalmente contra. Não julgo justo justificar quem mata por “amor”. Amor não mata. Amor amplia a capacidade de renúncia diante do que não é saudável em um relacionamento. Amor protege quem se ama e seus filhos ou filhas. Isso é amor. Amar não é viver em um céu de estrelas cor-de-rosa ou em um mar de águas calmas; é enfrentar as dificuldades com equilíbrio e razão.

Sou veementemente contra a agressão física às mulheres direitas e honestas — aquelas que trabalham para criar seus filhos e filhas, muitas vezes abandonados pelo pai ferido em seu orgulho ou ciúme, incapaz de aceitar que a mulher e mãe busque reconstruir a própria vida.

Mas também não ignoro o sofrimento daquele que, ferido na alma, se vê envolvido com mulheres de comportamento doentio, travestidas sob o manto da psicopatia ou sociopatia — às vezes com raízes profundas — e que projetam suas culpas em quem apenas deseja recomeçar, transformando o lar em um inferno entre quatro paredes.

Mulher e rosa devem ser tratadas com a irrigação do amor. Quando há doença, que se busque tratamento — pois o maior cárcere pode ser a própria alma.

No Brasil já deveria ter pena de morte para femincídio físico e mental.  

Creditos: Professor Raul Rodrigues