Epstein tem CPF ativo no Brasil, revelam arquivos dos EUA
13/02/2026, 18:06:35Arquivos revelam CPF de Epstein no Brasil
Os últimos arquivos do caso Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, mostraram que o financista bilionário, falecido na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento pelas acusações de exploração sexual de menores de idade e tráfico humano, tem um CPF regular junto à Receita Federal do Brasil. O documento expedido em nome de Epstein foi citado em uma lista de bens apreendidos pelas autoridades norte-americanas. No que parece ser um inventário de documentos apreendidos pela polícia, as autoridades americanas apontam a existência de um "CPF brasileiro" junto com uma procuração. Não há informações, no entanto, sobre qualquer possível uso dado por Epstein ao documento.
Vínculos com o Brasil
Os arquivos divulgados do caso Epstein mostraram alguns vínculos com o Brasil e com cidadãos brasileiros. Em e-mails e trocas de mensagem com uma série de interlocutores, Epstein mencionou políticos, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, e empresários como Eike Batista. Não há confirmação sobre contato direto com nenhum deles. A apresentadora Luciana Gimenez também teve seu nome citado em documentos bancários nos arquivos de Jeffrey. Logo depois da divulgação da informação, a apresentadora foi às redes sociais explicar que nunca manteve nenhuma relação com Jeffrey e que seu nome apenas estava entre os clientes do banco investigado, em 2019. Luciana Gimenez disse ser vítima de fake news e ameaçou processar quem envolveu seu nome no caso.
O escândalo sexual de Epstein
O escândalo sexual envolvendo Jeffrey Epstein veio a público em 2005, quando a polícia de Palm Beach, na Flórida (EUA), o investigou por abuso sexual de menores. Na época, ele afirmou que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos. Segundo a acusação, o bilionário abusou de menores ou recrutou garotas para atos sexuais entre 2002 e 2005. Em 2008, ele se declarou culpado pelo crime de exploração de menores e firmou um acordo para cumprir 13 meses de prisão e pagar indenizações às vítimas. Em fevereiro de 2019, um juiz distrital da Flórida considerou o acordo ilegal.
Em julho do mesmo ano, Epstein foi preso e formalmente acusado de abuso de menores e de operar uma rede de exploração sexual. Dezenas de mulheres acusaram Epstein de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a convidados em uma ilha particular no Caribe e em casas que ele mantinha em Nova York, na Flórida e no Novo México. À época, promotores federais defenderam que Epstein deveria permanecer preso até o julgamento. Ele foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Dois dias antes de morrer, o bilionário assinou um testamento deixando um patrimônio avaliado em mais de US$ 577 milhões. Os últimos arquivos liberados pela Justiça dos Estados Unidos revelaram também novos detalhes sobre o dia da morte do empresário na cadeia, vídeos e fotos inéditas.