Alckmin prevê aprovação do acordo Mercosul-UE em fevereiro

Alckmin prevê aprovação do acordo Mercosul-UE em fevereiro

Geraldo Alckmin e o Acordo Mercosul-UE

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comentou sobre a expectativa de que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia seja aprovado na Câmara dos Deputados até o final de fevereiro. Esta declaração foi divulgada após uma reunião com o senador Nelsinho Trad (PSD), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), e a senadora Tereza Cristina (PP).

Alckmin expressou otimismo em relação à votação, mencionando que a Câmara deverá decidir se realizará a votação em plenário ou se criará uma comissão especial. Ele afirmou: "Estamos otimistas que passe até o fim de fevereiro, para depois ir ao Senado, que criou um importante grupo de trabalho para aprimorar todas as salvaguardas". Essa declaração foi feita após a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia enviado à Câmara a mensagem para a internalização do acordo, que foi assinado pelos quatro países do Mercosul.

Expectativas e Análise Adiada

A expectativa inicial era que o acordo fosse debatido na reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul na terça-feira, dia 10. Embora o relatório tenha sido lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT), a análise do documento foi interrompida devido a um pedido de vista do deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB-PE). Assim, a discussão do texto será retomada no dia 24 de fevereiro.

Alckmin e a Integração Comercial

Geraldo Alckmin salientou que o acordo com a União Europeia representa “o maior tratado entre blocos do mundo”, e é um passo significativo na estratégia de integração comercial, que teve início com os acordos do Mercosul com Singapura e EFTA, este último formado por Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia.

"Algumas indústrias não sobrevivem sem o comércio exterior. O comércio exterior é emprego, renda e oportunidade. Estamos otimistas", declarou o vice-presidente, exemplificando setores como a Embraer e a indústria de defesa, que dependem das exportações para manter sua competitividade e escala. Ele destacou que o acordo com a União Europeia — que abrange 27 países e 720 milhões de pessoas — abre um mercado de US$ 22 trilhões.