Lula critica preconceito masculino e destaca empoderamento feminino
11/02/2026, 15:00:31Lula critica preconceito masculino e destaca empoderamento feminino
Durante um evento em Mauá (Grande São Paulo), o presidente Lula (PT) falou sobre a importância do empoderamento das mulheres e a crítica ao preconceito que ainda persiste entre os homens. Ele afirmou que "a mulher não é propriedade do homem. Ela é livre" e enfatizou a necessidade da educação como um fator crucial para a autonomia feminina.
Em seu discurso, Lula não só exaltou as políticas contra a violência à mulher, mas também teceu críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros homens que se mostram relutantes em se submeter ao exame de toque para detecção do câncer de próstata. "Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma dedada", disse ele, chamando a atenção para o estigma que muitos homens carregam.
Lula, em tom de campanha, destacou a importância de investir na educação, não apenas para as mulheres, mas para a sociedade como um todo. Ao abordar o público jovem, ele salientou que "menina sem educação vai ser assediada" e que é necessário mudar currículos escolares para que meninos aprendam a respeitar as meninas, reafirmando que "não são melhores que as mulheres".
No evento, Lula também disparou críticas à gestão anterior, mencionando o descaso que os estados do Nordeste sofreram durante o governo de Bolsonaro e afirmando que seu governo está comprometido em invertir em saúde e educação para todos.
Além disso, os ministros presentes também fizeram críticas à educação anterior, apontando que a proposta de homeschooling, por exemplo, é racista, e a prioridade atual deve ser para que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade em tempo integral.
Ao final do discurso, o presidente reafirmou seu compromisso com a educação e igualdade, deixando claro que ações concretas estão sendo planejadas para fortalecer o papel da mulher na sociedade.
Por meio de sua fala, Lula demonstrou não apenas a urgência dessa discussão, mas a necessidade de uma mudança cultural profunda para que as futuras gerações tenham um entendimento más cuidem mais plenamente sobre respeito, igualdade e solidariedade.