Renan Filho e o peso de Alagoas no xadrez político nacional

Entre a força eleitoral no estado e a vitrine de obras no Ministério dos Transportes, o ministro se consolida como peça-chave para Lula.

Renan Filho e o peso de Alagoas no xadrez político nacional

O ministro dos Transportes, Renan Filho, ocupa hoje um lugar central no tabuleiro político brasileiro. Em Alagoas sua influência é determinante para o desenho do próximo pleito: tudo indica que caminha para uma vitória expressiva na disputa pelo governo do Estado, ao mesmo tempo em que se torna peça basilar para a reeleição do senador Renan Calheiros e para a consolidação de um palanque forte do presidente Lula em território alagoano.

No plano nacional, porém, uma eventual saída de Renan Filho do ministério representaria um duro golpe para o projeto de reeleição de Lula. Dinâmico, ativo nas redes sociais e com forte presença nas estradas do país, o ministro transformou a pasta dos Transportes em uma vitrine de execução de obras do governo federal. Sob sua gestão, obras paralisadas do desgoverno Bolsonaro foram retomados, contratos foram reorganizados com o novo PAC e investimentos estruturantes ganharam ritmo, sobretudo no Nordeste, a exemplo da aguardada ponte Penedo–Neópolis, que começa a sair do papel e já impacta positivamente a expectativa da população local.

Além da agenda institucional, Renan Filho tem apostado em uma comunicação direta com a população, percorrendo o país “na boleia do caminhão” para prestar contas das ações do ministério. O estilo combativo também marca sua atuação política, como no embate público com adversários bolsonaristas, a exemplo do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que falou o que quis e ouviu o que não quis.

Diante desse cenário, o Brasil assiste a um dilema estratégico: o retorno de Renan Filho ao governo de Alagoas representaria um avanço importante para o estado, que já colheu resultados de sua gestão anterior, mas sua permanência no Ministério dos Transportes projeta o alagoano para além das fronteiras regionais. No horizonte, desponta a possibilidade de se consolidar como um dos nomes mais fortes do campo governista para a disputa presidencial de 2030.

Creditos: Professor Fábio Andrey