Polícia pede apreensão do passaporte de jovem agressor
08/02/2026, 15:06:44Pedido de Apreensão do Passaporte
A Polícia Civil pediu a apreensão do passaporte do adolescente suspeito de agredir o cachorro Orelha, no início de janeiro, em Santa Catarina. A intenção é impedir suposta tentativa de fuga do jovem do país. O mesmo adolescente já havia saído do Brasil rumo aos Estados Unidos no fim de janeiro. A família do jovem afirmou que a viagem já era pré-programada.
Andamento da Investigação
Em nota enviada ao iG, a Polícia Civil de Santa Catarina afirma que tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça com as demais provas já obtidas. A investigação solicitou à própria Justiça que o adolescente seja internado.
Como foi o crime?
O cão Orelha foi encontrado ferido na Praia Brava, área turística de Florianópolis, e morreu após ser levado a uma clínica veterinária. A Polícia Civil aponta um jovem como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação do adolescente. O cachorro morreu em 5 de janeiro. Segundo a Polícia Civil, laudos da Polícia Científica confirmaram que Orelha sofreu uma pancada forte na cabeça, causada possivelmente por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa.
Defesa do Jovem
A defesa do adolescente se baseia em um registro de câmera de segurança para livrar o jovem das acusações. No vídeo, um cachorro de pele escura aparece andando em uma calçada na Praia Brava, em Florianópolis, horas após o horário indicado pela polícia como o momento do crime. A defesa, que busca a inocência do adolescente, afirma que aquele é Orelha, algo corroborado pela PCSC, contactada pela reportagem. A delegada Mardjoli Valcareggi deu mais detalhes sobre este conteúdo.
“A Polícia Civil confirma que é o cão Orelha que aparece saindo atrás de uma moita em frente ao condomínio Águas da Brava na manhã do dia 04/01. O que ocorre? Em nenhum momento, a PCSC confirmou a versão criada de que esse animal teria sido agredido até a morte. Desde o início das investigações, seja por depoimento de testemunhas ou por quem o socorreu no dia 05/01, se confirmou a versão de que essa lesão evoluiu ao longo de dias e não de algo imediato. Ele havia sido agredido há cerca de dois dias e veio a óbito durante o atendimento”, afirma.
Debate Nacional
Nacionalmente, o caso segue sendo amplamente debatido. Nos últimos dias, protestos tomaram conta de algumas capitais espalhadas pelo Brasil pedindo justiça ao cachorro.