Cachorro aguarda dono que foi assassinado em Anápolis
08/02/2026, 15:00:15Introdução
O homicídio de Marcelino Bueno Júnior, de 40 anos, registrado na tarde desta quinta-feira (05), em Anápolis, interior de Goiás, foi marcado por uma cena comovente que tocou o coração de quem passou pelo local. Um cachorro vira-lata caramelo permaneceu deitado em frente à borracharia onde o tutor foi morto a tiros, demonstrando tristeza e esperando por ele.
O impacto da cena
O registro do animal deitado na porta da borracharia rapidamente se espalhou nas redes sociais, provocando reflexões sobre a fidelidade e o companheirismo dos cães com seus donos. A imagem do cachorro, que não deixou a porta do estabelecimento, mesmo após a chegada da polícia, trouxe à tona discussões sobre a dor que os animais sentem com a perda de seus tutores.
Como ocorreu o crime
De acordo com as informações policiais, dois ocupantes de uma motocicleta chegaram ao local. O garupa desceu, entrou na borracharia e disparou diversas vezes contra Marcelino, que morreu imediatamente. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança e durou menos de um minuto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a vítima não sobreviveu.
A espera do cachorro
Enquanto a Polícia Militar (PM) e a Companhia de Policiamento Especializado (CPE) isolavam a área, o cachorro permanecia ali, com semblante entristecido e atento, como se esperasse que Marcelino saísse a qualquer momento. Essa cena comovente fez com que muitos moradores se solidarizassem com a dor do animal, expressando suas emoções nas redes sociais.
Desdobramentos da investigação
Conforme os relatos, a mulher que pilotava a motocicleta foi detida e alegou que foi chamada apenas para conduzir o veículo, acreditando que se tratava de uma cobrança de dívida. Após o crime, ela aguardou na esquina enquanto o cúmplice realizou os disparos e, em seguida, fugiu. A investigação continua em busca do autor dos tiros, que já foi identificado, mas permanece foragido. O caso está sob a responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil.
Conclusão
O triste episódio em Anápolis nos faz refletir sobre os laços de amor e fidelidade que podem existir entre os animais e seus tutores. A espera do cachorro por seu dono assassinado acende discussões sobre a empatia e a dor da perda não apenas entre humanos, mas também entre nossos fiéis companheiros.