Bolsonaro tem sua importância para fortalecer nossa democracia

Quando apurarmos e extinguirmos mensalão, pertolão, Lava Jato, consignados para aposentados e os Vocaro da vida, sem aeroportos abertos para fugas, aí sim, seremos uma das maiores potencias mundiais.

Bolsonaro tem sua importância para fortalecer nossa democracia

O ex-deputado federal Jair Messias Bolsonaro tem, de fato, sua importância para a democracia no Brasil. Sem ele, talvez não tivéssemos fortalecido o debate sobre a defesa da Justiça, a aplicação da lei sob os rigores da própria lei e, sobretudo, trazido à baila a forma como agem alguns ministros do Supremo Tribunal Federal.

Sem Bolsonaro, não teríamos visto — e aprendido — que, na política, as fragilidades de um sistema de governo congressista tanto podem fortalecer quanto derrubar dois tipos de governos extremistas: o de direita, representado por Bolsonaro, e o de esquerda, personificado por Lula. Muito embora, no Brasil, praticamente não exista uma esquerda ideológica; o que se observa é um assistencialismo voltado para a maioria (o povão) e um falso liberalismo, com uma direita paraplégica, dominada pelo congressismo.

Ao buscar raízes em governos anteriores, detecta-se que todos — sem exceção — também foram vítimas da corrupção institucionalizada, ao abastecer partidos e seus principais membros: presidentes de honra, secretários e tesoureiros, muitas vezes escravizados pelos caciques partidários. Estes promoviam a “ordenha” de cargos nos órgãos públicos, obedientes à submissão imposta, como parte dos desmandos de práticas antigas, esquecidas no dever de descobrir, investigar e punir os malfeitores dos recursos públicos, frequentemente operados por testas de ferro ligados ao sistema financeiro. O silêncio sindicalizado matou a credibilidade de todos — ou de muitos.

Lula também teve sua participação como maestro de orquestras financeiras que deram origem ao Mensalão, ao Petrolão e, posteriormente, à Lava Jato, esta última destruída por erros sequenciados de uma Justiça que se mostrou cega diante do próprio poder de investigação, das audiências e, por fim, da conclusão com prisões.

Como em toda parte do mundo, o Brasil ainda há de amadurecer e alcançar o patamar de uma nação que saiba votar e construir governos e governantes, congressos e parlamentos compostos por homens voltados à humanidade, e não apenas às suas próprias vontades.

Creditos: Professor Raul Rodrigues