O preconceito social contra beneficiários de programas sociais
06/02/2026, 18:02:02Entre o preconceito social e a função do Estado no combate à pobreza
Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado um cenário de acaloradas discussões sobre desigualdade social e políticas de transferência de renda. Programas como o Bolsa Família, Gás do povo, Minha Casa Minha Vida, Pé de meia, BPC, Fies social, Farmácia Popular, dentre outros, representam uma tentativa do Estado de mitigar a pobreza e garantir mais dignidade a milhões de famílias. No entanto, essas iniciativas também geram polêmicas , especialmente entre as classes A e B, que vêem essas políticas com certo desdém.
Para o leitor ter uma ideia, o Bolsa Família, criado em 2003, é um dos maiores programas de transferência de renda do mundo, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade. Já o Gás do Povo, novo programa que o governo federal quer implantar, citando apenas esses exemplos, busca tornar o botijão de gás mais acessível para as famílias de baixa renda. Ambas os projetos têm mostrado como intenção, a redução da pobreza extrema.
Porém, parte das classes alta e média brasileira enxerga essas políticas com desprezo, para eles, esses investimentos viciam o pobre que fica dependente dos programas. Por outro lado, fecham os olhos para super salários, sonegadores, excesso de penduricalhos, afortunados com dinheiro em paraísos fiscais, dentre outros que não colaboram em nada para o sistema financeiro brasileiro.
São justamente as classes menos favorecidas (C,D e E) que giram a engrenagem financeira do país, pois enquanto que gastam seus salários em mercadinhos, supermercados, quitandas, etc, os "afortunados" sonegam o fisco e aplicam dinheiro em paraísos fiscais.