As melancolias políticas com tantas pré-candidaturas a presidente por cargos
01/02/2026, 07:48:42So da "direita" já existem cinco pré-candidatos. Por entre partidos Kassab liberou para quem quiser ser. E nos fianlmentes todos querem negociar cargos.
Há algo de melancólico no ar quando o país ainda tenta resolver urgências básicas e, ao mesmo tempo, assiste ao desfile antecipado de pré-candidaturas à Presidência da República.
Não se trata de projetos de nação claramente apresentados, mas, em muitos casos, de movimentos táticos por cargos, espaços, holofotes e barganhas futuras. A política, que deveria ser exercício de ideias e compromissos, vira um grande balcão de intenções.
O excesso de pré-candidatos não nasce, necessariamente, da abundância de lideranças. Surge, quase sempre, da escassez de projetos.
Quando falta uma agenda consistente, sobra vaidade. Cada anúncio precoce parece menos um chamado ao debate nacional e mais um lance calculado para garantir lugar à mesa das negociações: ministérios, vice-presidências, lideranças partidárias ou simples sobrevivência eleitoral.
Essa antecipação permanente empobrece o debate público. A melancolia também se explica pelo distanciamento entre discurso e prática. Muitos dos que se lançam como “novos” carregam velhas práticas, e os que se apresentam como “salvadores” evitam compromissos claros.
Para o eleitor, o resultado é desalento. O excesso de nomes dilui responsabilidades e esconde a ausência de propostas concretas.
O Brasil não precisa de tantas pré-candidaturas por cargos. Precisa de menos anúncios e mais conteúdo. Precisa de líderes que se apresentem não pelo cálculo do que podem ganhar, mas pelo que estão dispostos a enfrentar e resolver.