Para conquistar uma cadeira na CVP, candidato tem que "botar a mão no bolso"

Gastando 500 mil para se eleger e recebendo 532 mil durante o mandato, chega-se à conclusão que fazer parte do parlamento mirim penedense, é uma missão divina.

Para conquistar uma cadeira na CVP, candidato tem que "botar a mão no bolso"

Para um cidadão comum que tenha pretensões políticas e queira concorrer a um cargo eletivo, é preciso muito mais que vocação ou trabalho prestado. Em Penedo, esse desejo pode sair caro, ou melhor, muito caro.

De acordo com o radialista João Lucas, concorrer a uma cadeira na Câmara Municipal de Penedo — e vencer — custa em torno de 500 mil reais. Ou seja, para obter êxito, o candidato teria que desembolsar essa quantia.

O pior de tudo é que, segundo o radialista, essa pérola foi dita por um vereador. Levando-se em consideração que, em Penedo, um edil recebe líquido 10 mil reais, com direito a 13º salário, em quatro anos, o parlamentar recebe cerca de 520 mil reais, sem contar o terço de férias (mais 12 mil em quatro anos) e a verba de gabinete, que gira em torno de 8 mil reais. No mandato, isso totaliza cerca de 384 mil reais. No entanto, essa verba é recurso público destinado exclusivamente ao pagamento dos salários da equipe de apoio do parlamentar e também para despesas gerais de escritório (papelaria, consultoria jurídica etc.).

Levando em consideração os números acima citados, um edil em Penedo custa aos cofres públicos 532 mil reais (salários, 13º salários e férias) por legislatura. Claro que não estamos levando em consideração a verba de gabinete, pois, na teoria, é uma verba que o edil recebe para manter seu gabinete, como o próprio nome diz.

Pelo que foi dito pelo edil, de acordo com João Lucas, em Penedo, financeiramente falando, não valeria todo o esforço representar o povo na Casa de Sabino Romariz; ainda bem que nossos edis representam a sociedade pautados em um trabalho franciscano voltado apenas para o bem-estar da população.

Creditos: Professor Fábio Andrey