Nikolas encerra protesto em Brasília com recado ao STF
27/01/2026, 22:07:45Introdução ao Ato de Nikolas Ferreira
O deputado federal Nikolas Ferreira encerrou neste domingo (25) em Brasília uma caminhada que começou na última segunda-feira (19) em protesto pela anistia de Jair Bolsonaro (PL). O evento, planejado para recepcionar o parlamentar em uma área central da capital federal, foi ofuscado por um raio que atingiu o local, deixando pelo menos 72 feridos, dos quais 30 foram encaminhados a hospitais.
Contexto e Expectativas do Protesto
A direita apostava nesse ato como uma oportunidade de mobilizar os apoiadores para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) pela libertação do ex-presidente, que está preso após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado. Apenas Nikolas discursou durante o ato, enquanto o Pastor Silas Malafaia, que deveria comparecer, não esteve presente.
Recados Direcionados ao STF e Organizações
Durante seu discurso, Nikolas enviou mensagens claras ao STF e à cúpula do Congresso, ignorando completamente as vítimas do incidente causado pelo raio. Ele enfatizou: "Uma pessoa que tem sido omissa neste país, que chama Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do INSS e da CPMI do Banco Master".
Objetivos da Caminhada
O deputado iniciou sua jornada de Paracatu em direção a Brasília com o intuito de clamar pela anistia de Jair Bolsonaro e pressionar para que o ex-presidente tenha pelo menos a transferência do regime fechado para o domiciliar.
Frases e Chamadas do Discurso
"Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você. Lula, o Brasil não tem medo de você", foi um dos gritos que ecoaram do alto de um carro de som, incentivando os apoiadores a repetirem. Ele também pediu para que não houvesse tumulto e alertou: "Ninguém, absolutamente ninguém deve descer na Esplanada".
Reações e Críticas
A primeira-dama Michelle Bolsonaro não esteve presente, mas encontrou Nikolas mais cedo, onde fez uma oração com seus apoiadores antes de justificar sua ausência ao afirmar que precisava preparar o almoço para o marido. Flávio Bolsonaro, que estava em Jerusalém, também não pôde comparecer, mas declarou apoio ao ato através das redes sociais. O ato foi alvo de críticas por parte da esquerda, com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) declarando que Nikolas foi irresponsável e que solicitaria à PF investigação sobre sua responsabilidade pelo incidente com o raio, destacando: "[Nikolas] Saiu caminhando pela BR-040 sem comunicar PRF, DNIT ou autoridades competentes, fechou pista, ocupou a via, teve até helicóptero pousando na borda da estrada. Brincou com a vida das pessoas".
Participação Popular e Ambiente do Ato
A caminhada atraiu pessoas de várias regiões que iniciaram seu trajeto em diferentes pontos. Participantes chegavam de bicicleta e a pé, muitos com cartazes com frases como "Fora Lula!", "Fora Moraes!" e "Acorda Brasil!". Conforme o ato progredia, outros manifestantes se reuniam nas proximidades da praça do Cruzeiro, vestindo camisetas em verde e amarelo, segurando faixas em protesto à presença do presidente e do ministro do STF. O público era diversificado, incluindo adultos, crianças, idosos e pessoas com deficiência, incluindo cadeirantes. À medida que o deputado Nikolas Ferreira e outros parlamentares chegavam, muitos se esforçavam para avistá-los, subindo em árvores e cadeiras para acompanhar o discurso. No local, ambulantes vendiam camisetas com a frase "Acorda Brasil" e outras faixas do movimento.
Celebrações e Manifestações
Durante o ato, os manifestantes realizaram orações, cantaram o Hino Nacional e entoaram palavras de ordem, como "Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você" e "Lula, o Brasil não tem medo de você, porque o Brasil acordou". Em razão das fortes chuvas, muitos participantes usavam capas de chuva, sombrinhas e as lonas como proteção. Algumas vezes, os manifestantes pediam que as lonas fossem retiradas e as sombrinhas fechadas, para não obstruir a visão da plateia que desejava acompanhar a fala do deputado.
A História de Um Participante
André Ricardo Gomes Natário, um empresário, contou que percorreu cerca de 50 quilômetros desde Luziânia (GO) até a praça do Cruzeiro para participar do ato. Ele já está envolvido há aproximadamente 20 anos em mobilizações voltadas ao conservadorismo, afirmando: "É uma questão de princípios de família e de religião. Desde que me casei, vejo a educação sendo manipulada, com pessoas sendo formadas de uma maneira diferente".