Morte de Alex Pretti por agente do ICE em Minneapolis

Morte de Alex Pretti por agente do ICE em Minneapolis

O que sabemos sobre o caso

Alex Pretti, de 37 anos, foi morto a tiros, no último sábado (24), por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante uma ação do Departamento de Segurança Interna (DHS). Este incidente é o segundo episódio fatal envolvendo forças federais do ICE na cidade de Minneapolis em menos de um mês.

Detalhes do tiroteio

Segundo o DHS, a ação ocorreu por volta das 09h05 (no horário local), durante uma operação. De acordo com o chefe da polícia, Brian O’Hara, agentes locais foram acionados após relatos de um tiroteio envolvendo forças federais. Na ocasião, a corporação encontrou a vítima, um homem branco, residente da cidade e cidadão norte-americano, com múltiplos ferimentos por arma de fogo. Alex Pretti chegou a receber atendimento de emergência no local e foi levado ao Hennepin County Medical Center, onde morreu.

Quem era Alex Pretti?

Nascido no estado de Illinois e residente em Minneapolis, Alex Pretti trabalhava como enfermeiro, atuando em unidades de terapia intensiva (UTIs). Ele se formou pela Universidade de Minnesota, obtendo um diploma em biologia, sociedade e meio ambiente. Alex era conhecido por seu envolvimento em questões sociais e chegou a participar de protestos contra a morte de Renee Good, que também foi morta por agentes do ICE no início do mês de janeiro.

Reações à morte de Alex Pretti

A Associação Americana de Enfermeiros (ANA), da qual Alex Pretti fazia parte, emitiu uma nota lamentando sua morte. No comunicado, a ANA condenou o ato e exigiu "transparência e responsabilidade". "A gravidade deste incidente e de outros exige transparência e responsabilização. A ANA exige uma investigação completa e sem entraves, e insta que as conclusões sejam compartilhadas de forma rápida e clara para que os entes queridos de Alex e o público tenham respostas", disse um trecho da nota divulgada no site oficial da associação. A ANA também expressou preocupação com o aumento de "incidentes envolvendo agentes da lei federais", afirmando: "Estamos profundamente preocupados com a segurança dos enfermeiros, tanto no trabalho quanto nas comunidades que servem".