Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão seguem em andamento
27/01/2026, 06:00:06
A situação das crianças desaparecidas
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completa 21 dias neste sábado (24). Diante da falta de novas pistas, as autoridades decidiram por alterar a estratégia das buscas. Após as várias mobilizações e buscas em diversas áreas, as autoridades informaram por meio de uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (22), que serão reduzidas e a investigação policial será intensificada.
Novas ações das autoridades
De acordo com Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes continuarão em prontidão para retomar as buscas em locais específicos caso surjam novos indícios. “Infelizmente, nós não encontramos as crianças”, afirmou o secretário. Mas complementou dizendo que o trabalho das autoridades ainda não foi dado como encerrado. “O nosso trabalho não para, a nossa missão é uma missão árdua, mas nós vamos continuar trabalhando para localizar essas duas crianças”.
Estratégias futuras
Martins também afirmou que: “Continuamos com o mesmo propósito, com a mesma dedicação desde o começo, com um único objetivo de localizar essas crianças. Vamos continuar, nós não perdemos a esperança”. Ele disse que as buscas serão feitas e refeitas de acordo com a necessidade. Além disso, declarou que os trabalhos serão redirecionados. “Vamos redirecionar os trabalhos, dando enfoque às investigações da Polícia Civil e mantendo também grupos especializados em atividades rurais para o rastreamento, e até mesmo o Exército Brasileiro”, afirmou o secretário.
Detalhes do desaparecimento
As crianças Ághata Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, estão desaparecidas desde a tarde de 4 de janeiro, em Bacabal, Maranhão. Os irmãos sumiram enquanto brincavam no Quilombo de São Sebastião dos Pretos. O primo deles, Anderson Kauã, de 7 anos, também havia desaparecido, mas foi encontrado sozinho no dia 7 de janeiro, por carroceiros, em uma estrada no povoado Santa Rosa. Kauã relatou que havia deixado as duas crianças em uma cabana abandonada, conhecida como "casa caída", enquanto foi buscar ajuda.
Recompensa e busca
Após a localização de Kauã, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), anunciou uma recompensa de R$ 20 mil por informações sobre o paradeiro das crianças desaparecidas. O menino permaneceu internado recebendo cuidados médicos e apoio psicológico e, após a alta, se juntou às equipes de busca. Durante as investigações, Kauã guiou os policiais até a cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim, onde cães farejadores indicaram sinais da presença das crianças. A Marinha passou a usar sonar para realizar uma varredura em um trecho de 3 km do rio, mas as crianças ainda não foram localizadas. As buscas continuam em uma área de difícil acesso, com 54 km² de vegetação fechada, terreno irregular, açudes e o Rio Mearim.
