Vorcaro nega participação em ataques contra o Banco Central

Vorcaro nega participação em ataques contra o Banco Central

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou a contratação de influenciadores para propagar ataques ao Banco Central nas redes sociais e solicitou investigações para apurar a propagação do que classifica como fake news e crimes contra a honra.

A manifestação foi feita por meio de petição enviada, nesta sexta-feira (9), ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator da investigação que apura a decisão do Banco Regional de Brasília de comprar a instituição financeira comandada por Vorcaro.

No documento, os advogados afirmam que não há "qualquer envolvimento ou conhecimento" de Daniel Vorcaro com influenciadores digitais que teriam recebido propostas para criticar a atuação da autoridade monetária ao determinar a liquidação do Banco Master.

A manifestação ocorre após a Polícia Federal iniciar uma investigação de publicações em ao menos 40 perfis de ataques ao Banco Central. As páginas são de influenciadores de diversas áreas, como entretenimento, celebridades e finanças.

Os conteúdos, publicados em páginas de influenciadores de diferentes áreas, entre elas celebridades e finanças, têm praticamente o mesmo tom e formato, segundo apurou a PF.

As postagens dizem que "pessoas comuns serão prejudicadas com o ‘desmoronamento’ do Master", e que havia "indícios de precipitação na liquidação do Master" pelo Banco Central. Apontam que "o banco foi liquidado em tempo considerado incomum".

Na petição, a defesa de Vorcaro se coloca "à disposição para ajudar em eventual investigação para comprovar que não contratou nem tem envolvimento com os influenciadores que fizeram críticas à autoridade monetária".

Daniel Vorcaro é investigado por esquema de fraude. Em novembro, foi preso, com outros quatro executivos da instituição, mas todos tiveram prisão revogada dias depois, sob condição de uso de tornozeleira, entre outras medidas restritivas.