Lula celebra acordo histórico entre Mercosul e UE
11/01/2026, 09:07:10Um marco nas relações internacionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a aprovação do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que confirmou a aprovação por ampla maioria na sexta-feira (9). Nas redes sociais, Lula declarou ser “uma vitória do diálogo”.
Uma vitória do diálogo e da cooperação
“Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, continuou Lula. O presidente brasileiro enfatizou que o pacto não só trará benefícios para ambas as partes, mas também é uma “sinalização em favor do comércio internacional”. Lula atuou ativamente na costura desse acordo, que ele tenta finalizar desde o final do ano passado, quando o Brasil estava à frente do bloco sul-americano.
Importância do acordo para o multilateralismo
Lula considerou que este é um “dia histórico para o multilateralismo” e relembrou a longa trajetória de 25 anos de negociações até a conclusão do acordo. Ele observou: “Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre-comércio do mundo.” Essa decisão, segundo ele, conecta dois blocos que, juntos, representam 718 milhões de pessoas e um PIB total de US$ 22,4 trilhões.
Afinal, o que é multilateralismo?
O multilateralismo, como o presidente mencionou, é a prática de promover a cooperação entre múltiplos países visando interesses comuns nas relações internacionais. Essa abordagem é distinta do unilateralismo, que envolve ações de um único país, e do bilateralismo, que é o envolvimento de apenas dois países.
Próximos passos do acordo
Após a confirmação dos resultados, Ursula von der Leyen deverá ir ao Paraguai na próxima semana para ratificar o acerto com os países-membros do Mercosul, que é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Cada um dos países do Mercosul também precisará aprovar formalmente o documento final em seus respectivos parlamentos, porém cabe ressaltar que a implementação do acordo não depende da aprovação conjunta, permitindo que cada nação prossiga conforme seu ritmo.
Resistências e reações ao acordo
A aprovação do acordo pela UE superou resistências internas e foi recebida com otimismo por muitos, embora também tenha gerado protestos entre agricultores e implicado críticas de governos, como o da França. O avanço deste tratado de livre-comércio representa um importante passo em direção à integração comercial entre as duas regiões, após anos de negociações e semanas de tensões políticas.