Bolsonaro volta para carceragem após exames no hospital
08/01/2026, 05:04:12
Retorno do Ex-presidente à Carceragem da PF
Exames confirmam lesões leves em decorrência da queda na cela; médico disse que eletroencefalograma está normal e não há lesão intracraniana. O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital DF Star, em Brasília, após realização de exames, e retornou para a cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), na tarde desta quarta-feira (7).
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, foi levado ao hospital no final desta manhã, após autorização dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ser avaliado em decorrência de uma queda, na madrugada de terça-feira (6). O ex-presidente deixou o hospital por volta das 16h30, escoltado por policiais federais.
Condições de Saúde do Ex-presidente
O pedido para apresentação de exames foi apresentado pela defesa de Bolsonaro, depois que ele sofreu uma queda e bateu a cabeça. Ainda na Superintendência, ele foi atendido por médicos da PF e depois por uma equipe médica particular, que apontou traumatismo craniano leve.
Logo após a saída de Bolsonaro do hospital, o médico Brasil Caiado, que o acompanha, disse a jornalistas que os exames apontaram lesão na região temporal direita e região frontal direita, confirmando o traumatismo craniano leve, o que não é preocupante, segundo o médico.
Possíveis Causas da Queda
A partir da avaliação, há suspeita de que a queda tenha sido provocada por interação de medicamentos utilizados para a crise de soluços. Foi descartada a hipótese de crise convulsiva. Caiado informou ainda que Bolsonaro retornou para a cela da PF estável, mas com crises de tonturas e desequilíbrio, além de oscilação de memória.
"A preocupação agora é fazer acompanhamento, junto com médicos da Superintendência. Os medicamentos para o tratamento das crises de soluços não podem ser retirados, então precisamos acompanhar o quadro", afirmou.
Ao final da entrevista coletiva, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro também falaram com a imprensa. Eles voltaram a criticar o atendimento prestado após a queda e defenderam a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente, considerando seu estado de saúde e suas comorbidades.
