Salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda em 2026

Salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda em 2026

Alterações no salário mínimo e Imposto de Renda

O governo brasileiro acaba de publicar um decreto que reajusta o salário mínimo para R$ 1.621 a partir de 2026. Essa mudança, que já está em vigor desde o dia 1º de janeiro, traz importantes alterações para trabalhadores, aposentados e pensionistas, impactando diretamente na economia e na geração de empregos ao longo do ano.

Isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte

Uma das mudanças mais significativas é a isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Essa alteração amplia o limite anterior, que era de R$ 3.036, proporcionando um aumento real na renda da população. Com essa nova mudança, um trabalhador que recebe R$ 5.000 poderá perceber um aumento de mais de R$ 300 mensais em seu salário líquido, o que representa quase R$ 4.000 no final do ano, segundo informações da Agência Gov.

Benefícios e impactos da mudança

A ampliação da faixa de isenção é um benefício direto para 10 milhões de pessoas e reduz o imposto para outros 6 milhões que recebem até R$ 7.350. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comemorar a aprovação da medida no Congresso, afirmou que ela representa “um estímulo extraordinário para o comércio, a indústria, o setor de serviços, o empreendedorismo. Que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”. Esse impacto financeiro é estimado em R$ 28 bilhões na economia ao longo de 2026.

Reajuste do salário mínimo

Além da isenção do IRRF, também passa a valer o novo salário mínimo de R$ 1.621, que representa um reajuste de 6,79% sobre o valor anterior de R$ 1.518. A política de valorização do salário mínimo, que foi retomada em 2023, assegura um ganho real acima da inflação todos os anos, de acordo com o crescimento do PIB. Sem essa política, o salário mínimo estaria em torno de R$ 823, conforme indicam dados do governo.

Efeitos diretos na economia

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou sobre os efeitos diretos deste aumento na economia: “Esse crescimento injeta na economia cerca de R$ 7 bilhões por mês, ajudando a gerar emprego e a economia a funcionar bem”. Estima-se que o reajuste favorece 34 milhões de trabalhadores que recebem o salário mínimo e, quando considerados aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência e beneficiários de programas sociais, esse número cresce para 62 milhões de brasileiros.

Impacto fiscal e crescimento econômico

De acordo com o Dieese, o novo valor do piso nacional pode gerar um impacto de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo deste ano. Combinando o novo salário mínimo e a ampliação da isenção do IR, o governo acredita que até R$ 109 bilhões a mais devem ser movimentados na economia em 2026. Este montante deve fortalecer diversos setores, incluindo:

  • Consumo das famílias
  • Arrecadação
  • Atividade do comércio e dos serviços
  • Geração de empregos
  • Confiança econômica

Considerações Finais

A avaliação do Planalto é de que essas medidas contribuirão para aumentar a renda dos brasileiros, impulsionar o crescimento e melhorar o desempenho econômico do país ao longo do ano.