Penedo e a poda de 24 anos que quase a destruiu

Quando a poda deixa cicatrizes, mas o voto devolve os frutos

Penedo e a poda de 24 anos que quase a destruiu

Durante exatos vinte e quatro anos, a cidade de Penedo/AL sofreu uma poda em seu setor administrativo como nunca antes vista. Um período que pode ser definido como de marasmo, para não chamar de atraso — termo que, talvez, fosse forte demais.

A poda a que nos referimos é algo bastante natural e amplamente aplicado na agricultura: consiste em cortar galhos e folhas de uma árvore — por vezes deixando apenas o caule — para que ela refloresça, vistosa, produzindo novos e melhores frutos. Contudo, a poda também pode matar a planta.

E, se considerarmos que, nos últimos 24 anos, entre administrações de moedas trocadas e mantendo-se uma polarização prejudicial ao município, essa poda realmente não foi das melhores. Em quase duas décadas e meia, apenas alguns galhos chegaram a reflorescer, todavia de forma atrofiada.

Foram construídos vários conjuntos residenciais do programa Minha Casa Minha Vida — obra e graça do Governo Federal — e, em alguns casos, custando vidas de moradoras pela ausência de infraestrutura completa, inclusive de segurança pública.

Pavimentação insuficiente, praças limpas e organizadas apenas em pontos isolados, iluminação precária, ausência de postos de saúde, escolas e urbanização mínima para o convívio social. Um desrespeito evidente ao Conjunto Rosete Andrade, que até hoje se destaca por possuir saneamento básico próprio, diferentemente dos demais pontos críticos citados no parágrafo anterior. Mas o Rosete Andrade tem outra origem.

Galhos podres que secaram e permanecem secos até hoje.

Com a chegada de um novo administrador, escolhido pelo povo, Penedo passou por uma revitalização com aeração fertilizante e ganhou novos ares — a chamada Atenas "alagoagipe". Em apenas quatro anos, voltou a brilhar em toda a sua estrutura de políticas públicas, revolvendo o solo em busca de projetos enterrados há mais de 60 anos: a Ponte Penedo/Neópolis e o Aeroporto, este último acompanhando a ponte após décadas de desativação. Reacendeu-se o Cine São Francisco, agora Centro de Convenções; o Cine Penedo, transformado em escola de artes cênicas; e desenvolveu-se o turismo como jamais se viu.

Penedo sofreu com a poda errada, mas renasceu como Fênix, pronta para voar e brilhar.
Tudo isso graças a um simples acerto no dedo que vota.

Creditos: Professor Raul Rodrigues