Com eleições, Copa do Mundo e feriados, 2026 será melhor que 2025

A política tem sido o tempero mais amargo ao superar sentimentos antigos entre familiares, amigos e acirrando discussões.

Com eleições, Copa do Mundo e feriados, 2026 será melhor que 2025

Há anos que não despertam entusiasmo; passam como corredores estreitos, sem janelas, sem ar. Outros, porém, chegam anunciando movimento, expectativa e ruptura com a monotonia. 2026 pertence a essa segunda categoria. E não por ilusão coletiva, mas por fatos concretos: eleições- dinheiro nas ruas, Copa do Mundo e um calendário generoso de feriados — três elementos que, quando se encontram, mexem com o humor social e reordenam prioridades.

As eleições de 2026 carregam um peso especial. Não são apenas mais um rito democrático; são o momento em que promessas são colocadas à prova e projetos de poder deixam de ser discurso para se tornarem escolha, e, divisões familiares com fim de velhas amizades. O eleitor, mais atento e mais desconfiado, tende a cobrar menos retórica e mais coerência. É um ano em que a política abandona os bastidores e se vê obrigada a enfrentar a rua, o debate público e a memória recente dos erros cometidos. Isso, por si só, já faz de 2026 um ano mais intenso — e potencialmente melhor — do que 2025, marcado mais por espera do que por decisão.

A Copa do Mundo, por sua vez, cumpre um papel quase antropológico. Ela suspende, ainda que temporariamente, as diferenças mais ásperas. O país muda o ritmo, o relógio social se ajusta aos jogos, e o futebol volta a ser linguagem comum até entre os que juram não gostar dele. Não se trata apenas de bola rolando; trata-se de pertencimento, de emoção compartilhada, de uma pausa simbólica nas tensões cotidianas. Em tempos de divisões profundas, isso tem um valor que não cabe em estatísticas.

E há também os feriados, frequentemente subestimados, mas essenciais. Eles são o respiro institucionalizado, a chance de desacelerar, rever afetos, viajar ou simplesmente não produzir — o que, paradoxalmente, também é uma forma de produzir sanidade. Um calendário mais favorável interfere diretamente na qualidade de vida, no comércio, no turismo e até na disposição coletiva para enfrentar os desafios do ano.

Enquanto 2025 se apresenta como um ano de transição, quase um corredor entre decisões maiores, 2026 surge como palco. Nele, tudo acontece: escolhas políticas, paixões esportivas e pausas necessárias. Não é garantia de redenção, nem promessa de paraíso. Mas é, sem dúvida, um ano com mais movimento, mais sentido e mais possibilidades.

Por isso, afirmar que 2026 será melhor que 2025 não é otimismo ingênuo. É leitura de cenário. É constatação de que alguns anos vêm para passar, e outros vêm para marcar. 2026, ao que tudo indica, será lembrado — e isso, por si só, já o torna melhor.

Creditos: Professor Raul Rodrigues