O BARALHO POLÍTICO DE ALAGOAS ESTÁ SOB BLEFES DIÁRIOS; JHC PROVOCANDO TUDO

Sob análises diárias JHC pode ser candidato a tudo; inclusive nada

O BARALHO POLÍTICO DE ALAGOAS ESTÁ SOB BLEFES DIÁRIOS; JHC PROVOCANDO TUDO

No tabuleiro — ou melhor, no baralho — da política alagoana, as cartas parecem marcadas, trocadas, escondidas e até jogadas ao vento. Todos os dias surgem novos movimentos, insinuados ou escancarados, como se cada ator político estivesse testando a paciência do adversário e a atenção do público. Nesse jogo de blefes permanentes, uma figura tem se destacado como o grande provocador: João Henrique Caldas, o JHC.

A presença dele tem funcionado como um fósforo aceso em ambiente cheio de gás. Basta um gesto, uma frase ambígua ou um post bem calculado nas redes para que todo o meio político reaja como se uma jogada decisiva estivesse prestes a acontecer. Mas a verdade é mais simples — e mais perigosa: JHC está provocando, distribuindo cartas falsas, embaralhando leituras e induzindo líderes tradicionais a erros de interpretação.

Há quem diga que ele age como o jogador que, mesmo com a mão fraca, bate na mesa com força, estufa o peito e encara o oponente, esperando que alguém recue por medo do que ele pode ter — não do que realmente tem. É o blefe clássico, mas elevado a um patamar midiático, onde cada movimento reverbera em bolhas digitais e análises apressadas.

Enquanto isso, figuras como Paulo Dantas, Márcio Victor, Arthur Lira e Gaspar esticam as réguas de medição, tentando avaliar se a “ameaça” JHC é real ou apenas um ruído calculado. E esse ruído tem sido eficiente: desorganiza alianças, adia anúncios, deixa lideranças em compasso de espera e confunde até os analistas mais acostumados às jogadas tradicionais.

O curioso é que JHC não precisa, necessariamente, entrar no jogo para vencê-lo. Só de manter o baralho em movimento, as atenções voltadas para si e os adversários desconfortáveis, ele já cumpre um papel estratégico. É como se estivesse dizendo repetidamente: “Eu posso”, mesmo que não tenha decidido se “vai”.

Esse jogo diário de provocações tem um efeito corrosivo no ambiente político: ninguém confia em ninguém. Cada gesto é interpretado como movimento de guerra; cada silêncio, como conspiração; cada visita, como prenúncio de rompimento. A política de Alagoas virou uma mesa de pôquer em que até o baralho parece desconfiar do jogador que o segura.

A pergunta que sobra é: até quando esse blefe sustentado vai durar? E mais: quando chegar a hora de virar as cartas, quem sairá com jogo de verdade — e quem ficará exposto segurando apenas blefes e bravatas?

Por ora, o fato é incontornável: o baralho político de Alagoas vive dias de instabilidade crônica, e JHC, com sua habilidade de provocar ondas sem necessariamente mergulhar nelas, é o grande catalisador dessa turbulência. Resta saber se ele pretende ser o vencedor do jogo… ou apenas o dono do barulho.

Creditos: Professor Raul Rodrigues