Penedo conhece a verdadeira face de B2, o Dr. Fake News
10/10/2025, 16:55:03B2 hoje atira em todos que não concordem com as suas ideias de poder. Quem não está com ele, vai para a fogueira do gabinete do ódio do Clã.

Na política, a amizade tem prazo de validade — e costuma expirar no instante em que deixa de render dividendos eleitorais ou vantagens pessoais. Os “velhos e bons amigos”, aqueles que estiveram presentes nos momentos de construção, de luta e até de derrota, tornam-se incômodos quando já não servem aos projetos de poder de quem um dia os chamou de “irmão”.
É um fenômeno recorrente e perverso. Quando o amigo fiel começa a pensar com autonomia, quando já não aceita o papel de escada ou de cúmplice silencioso, o político o transforma em inimigo. O mesmo ombro que antes servia de apoio passa a ser visto como ameaça. E o agradecimento dá lugar ao desprezo, muitas vezes travestido de silêncio, esquecimento ou exclusão.
O jogo é cruel: quem não serve mais, é descartado. Não há memória, não há lealdade, não há gratidão. A política moderna, infelizmente, parece ter abolido o valor das relações sinceras. O pragmatismo sufoca a amizade, e o interesse se impõe como critério absoluto.
Mas a história é impiedosa com esse tipo de comportamento. O político que hoje cospe no prato onde comeu, amanhã pode precisar justamente da mão que desprezou. A roda gira, e a política é o espaço onde as voltas são mais rápidas e inesperadas.
No fim, resta uma lição: amizade verdadeira não combina com poder sem ética. E os “velhos e bons amigos” que hoje são tratados como imprestáveis continuarão valendo mais — moralmente — do que muitos que, por conveniência, se fingem leais apenas enquanto há algo a ganhar.
Porque na política, o tempo revela tudo: quem era amigo, quem era cúmplice e quem era apenas um personagem interessado em manter o poder a qualquer custo.
