Lafufu: a nova febre entre colecionadores de Labubu

Lafufu: a nova febre entre colecionadores de Labubu

"Lafufu" é a nova preferência dos colecionadores

A febre pelo personagem da Pop Mart, Labubu, abriu espaço para uma tendência paralela: a popularização das réplicas conhecidas como "Lafufu". Produzidas em pequenas fábricas, principalmente nas províncias chinesas de Guangdong e Hebei, essas versões não oficiais conquistaram consumidores pelo preço acessível e pela disponibilidade, em contraste com a dificuldade para encontrar os produtos originais e os preços exorbitantes praticados no mercado secundário.

Uma nova onda de réplicas

Enquanto uma pelúcia oficial da Pop Mart pode custar até 499 yuans (cerca de US$ 69,45) e alcançar valores muito mais altos entre revendedores, as réplicas aparecem como alternativa econômica. Segundo reportagens internacionais, uma réplica chega a ser vendida por aproximadamente um décimo do preço do original. Variações como a "Lagogo", que canta e dança com orelhas iluminadas, chegam a ser comercializadas por 18,8 yuans (aproximadamente US$ 2,60). Essas diferenças de preço explicam por que muitos consumidores, especialmente novos colecionadores, estão optando pelas cópias.

Fatores que impulsionam a preferência

  • Preço: a diferença é expressiva e torna o produto acessível a um público mais amplo;
  • Disponibilidade: enquanto itens oficiais muitas vezes se esgotam, as réplicas são produzidas em grande escala;
  • Funcionalidade: algumas cópias trazem funções extras, como cantar e dançar, atraindo compradores curiosos;
  • Apelo estético: o visual considerado "estranhamente fofo" mantém o interesse dos fãs.

Esses elementos juntos transformaram as "Lafufu" em um fenômeno que vai além do simples barateamento do produto: gerou memes, vídeos de unboxing e um fluxo constante de conteúdo nas redes sociais, ampliando ainda mais a visibilidade das réplicas.

Atração pelo preço e pela novidade

Fabricantes informais nas províncias chinesas aproveitaram a demanda por Labubu para produzir variantes como "Lababa" e "Lapoopoo", além das já citadas "Lagogo". Em Dongguan, um produtor local relatou que, no pico da procura em julho, vendeu entre 150 mil e 160 mil unidades falsificadas, faturando cerca de 2 milhões de yuans (aproximadamente US$ 278 mil). Esses números mostram como o mercado paralelo consegue responder rapidamente à escassez do original.

O gerente da fábrica explicou a lógica por trás desse comportamento: "Muitos fãs simplesmente não conseguiam comprar Labubu, mesmo aqueles que se esforçavam muito. Foi por isso que recorreram à Lafufu", afirmou. A frase resume o sentimento de frustração de parte da base de fãs, que busca alternativas sem abrir mão do apelo visual e afetivo do personagem.

Riscos e alertas de segurança

Apesar do sucesso comercial das cópias, autoridades de países como Estados Unidos e Reino Unido têm emitido avisos sobre os perigos associados às réplicas. Relatos indicam que algumas peças destacáveis — como olhos, mãos e pés — podem representar risco de asfixia para crianças pequenas, devido à baixa qualidade dos materiais e da montagem. Esses alertas reforçam que a economia no preço pode vir acompanhada de compromissos importantes em termos de segurança e durabilidade.

Além dos riscos físicos, há também consequências legais e éticas: a crescente circulação de imitações prejudica as marcas originais e pode dificultar ações de proteção da propriedade intelectual. Nesse contexto, a Pop Mart adotou medidas para tentar conter a proliferação das cópias.

Reações da Pop Mart e movimentos do mercado

Ao mesmo tempo em que lida com a perda de receita para o mercado paralelo, a empresa oficial registrou a marca "Lafufu" na plataforma de informações corporativas Qichacha. A estratégia foi interpretada por analistas do setor como uma tentativa de proteção contra o avanço das imitações e de manter algum controle sobre a identidade do personagem na esfera digital e comercial.

Curiosamente, a Pop Mart reportou um aumento surpreendente de quase 400% nos lucros no primeiro semestre do ano, o que demonstra que, apesar das réplicas, a demanda pelos produtos oficiais segue muito forte entre colecionadores dispostos a pagar mais por autenticidade e garantia de qualidade.

Impactos culturais e digitais

As "Lafufu" não são apenas um fenômeno de vendas: viraram tema de cultura online. Memes, vídeos humorísticos e vlogs de unboxing ajudam a espalhar a novidade e a normalizar o consumo de réplicas entre públicos mais jovens. Esse ciclo de conteúdo alimenta a procura e cria novas narrativas em torno do colecionismo, onde a experiência de abertura da embalagem e de mostrar a peça nas redes sociais tem quase tanto valor quanto a posse do item original.

O que isso significa para colecionadores

Para os aficionados por colecionáveis, a presença massiva de réplicas exige decisões conscientes. Alguns colecionadores consideram as "Lafufu" interessantes por seu preço e pelas variações técnicas; outros preferem manter suas coleções exclusivamente com produtos oficiais para preservar valor e autenticidade. Seja qual for a escolha, é importante estar atento à procedência do item e aos riscos associados, sobretudo quando crianças estão envolvidas.

Conclusão

As "Lafufu" representam uma mudança significativa no universo do colecionismo: por um lado, democratizam o acesso ao design e ao encanto do Labubu; por outro, levantam questões de segurança, propriedade intelectual e sustentabilidade do mercado oficial. Enquanto a Pop Mart e as autoridades reagem, consumidores e criadores de conteúdo seguem impulsionando a tendência.

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