Polícia Federal indicia Jair e Eduardo Bolsonaro por golpe

Polícia Federal indicia Jair e Eduardo Bolsonaro por golpe

Indiciamento e Investigações

A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (20), o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por tentativa de obstrução de Justiça no inquérito que investiga a trama golpista no país, em curso no STF (Supremo Tribunal Federal).

Detalhes do Relatório

O relatório final da investigação, entregue ao tribunal na sexta-feira (15), aponta que os dois cometeram crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. A decisão do relatório enviado ao Supremo também incluiu medidas contra o pastor Silas Malafaia, que foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve o passaporte retido.

Busca e Apreensão

Segundo a PF, agentes cumpriram busca pessoal contra Malafaia, resultando na apreensão de celular e de outros materiais. O pastor retornou ao Brasil vindo de Lisboa e, ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi levado para prestar depoimento.

Interferência nas Investigações

O relatório da Polícia Federal indica que do celular de Jair Bolsonaro foram recuperados áudios e mensagens trocadas entre ele, Eduardo Bolsonaro e Malafaia, que haviam sido apagados. Esse material, segundo os investigadores, reforçaria tentativas de intimidação a autoridades brasileiras e de interferência nos inquéritos relacionados aos atos golpistas.

Possibilidade de Asilo

A PF também identificou conversas nas quais Jair Bolsonaro teria discutido com aliados a possibilidade de solicitar asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei.

Histórico do Inquérito

O inquérito foi aberto em maio, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após indícios de que Eduardo Bolsonaro buscava apoio do governo dos Estados Unidos para sanções contra ministros do STF. Jair Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar por descumprimento de ordens judiciais.

Prorrogação da Investigação

Em julho, o ministro Alexandre de Moraes prorrogou a investigação por mais 60 dias. Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, mora com a família no Texas, mas continua no centro da trama golpista investigada pelo STF. Ele é alvo de apurações sobre seu envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e está envolvido em polêmica internacional após suspeitas de ter articulado para que o ministro Alexandre de Moraes fosse incluído em uma lista de sanções da Lei Magnitsky.