Tão somente uma opinião embasada na literatura jurídica do golpe

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Ives Gandra em sua fala sobre o não golpe, retira a participação das Forças Aramadas das ações e manifestações de ruas em frente aos quartéis do Exército nos estados. Mas isso não não derruba a tentativa de golpe.

Tão somente uma opinião embasada na literatura jurídica do golpe

Após ler muitos artigos de juristas renomados – Ives Gandra – um deles, sobre o tema golpistas viram réus, entendi que:

A minuta do golpe existi e foi sim entregue ao ex-presidente Bolsonaro que tomou conhecimento do inteiro teor. Se não brecou foi porque não quis. E ele próprio assume que recebeu a minuta do seu ajudante de ordem, Tenente-Coronel Mauro Cid.

Que o 08 de janeiro foi um manifesto civil diante dos quartéis do Exército do Brasil em defesa do golpe que não aconteceu, mas a intencionalidade ficou clara. E Bolsonaro não se fez presente por medo de ser preso. Palavras ditas por ele mesmo.

Que a sua ausência poderia lhe tirar a culpa em ser partícipe da manifestação que previa até atentados como o de explodir um caminhão tanque em Brasília até o desmonte das sedes dos três poderes – executivo, legislativo e judiciário – na capital federal, sob clima de baderna e ostensiva guerrilha contra os policiais militares que tentaram acalmar os ânimos dos manifestantes durante o quebra-quebra mostrado ao vivo pelas redes de televisão do país. 

Citado por Ives Gandra como não havendo participação dos militares nas ações de 08 de janeiro, nem durante as manifestações em frente aos quartéis do Exército nos estados federados do Brasil, isso retiraria a acusação de golpe militar. Isto é fato. 

Contudo a intentona de golpe fica toda ela caracterizada não como sendo de origem militar, mas de usurpar o exercício pleno da democracia pelo sufrágio popular das eleições para presidente da república do Brasil do ano anterior. 

Concluo então, que baseado em todas as interfaces jurídicas que li, o julgamento da tentativa de golpe de estado fica plenamente comprovada por ações realizadas de conhecimento do ex-presidente Bolsonaro, e contando com aporte financeiro para manutenção dos fatos gravados e que constatam por via indireta a participação do seu núcleo rígido – ex-ministros e assessores diretos – como lenha na fogueira cuja a madeira principal foram os otários ainda hoje presos.         

Creditos: Raul Rodrigues