Sempre me guiei pela natureza para entender os humanos

E dentre as lições aprendidas a que mais me chamou a atenção foi: vai passar! Tanto a beleza quanto a dor.

Sempre me guiei pela natureza para entender os humanos

Depois de amadurecido e mais bem consciente de que fazemos parte de uma natureza perfeita à qual somente o próprio homem vem a destruí-la mesmo sendo a sua morada particularmente única. Ações dos ditos racionais dos tempos 50/60/70 e tese derrubada nos anos 90 por diante.

O estudo da Física é uma eterna análise dos fenômenos repetitivos da natureza e por isso me identifiquei ainda mais pelas comparações que faço entre o homem, os demais animais, a flora e fauna do planeta Terra.

Perfazendo décadas de observações coloco sob o olhar crítico do nosso internauta leitor as seguintes comparações:

Uma mulher bela e arrumada chama atenção pelas combinações das cores e das suas formas que o seu corpo suavemente mostra da cabeça aos pés.

Um belo Ipâ Aamarelo 

E quem poderia na natureza ser comparada a tal beleza?

Nosso majestoso pé de   Flanboyant da Praça 12 de Abril

O mar bravio com suas ondas gigantescas que assombram ao mundo com suas águas esverdeadas, e nestes momentos escuras demonstrando o lar doce lar da sua profundidade imita ao homem em seus momentos de surtos ou loucuras dentro e fora dos estádios de futebol onde deveria existir a alegria.

O estouro da boiada que faz levantar a poeira qual crianças fugindo da tragédia grega que é o encontro dessa boiada com quaisquer que sejam os obstáculos – gente, automóveis ou casas – deixando por onde passar as marcas da destruição.

As chuvas torrenciais que consigo os relâmpagos e raios para clarearem ainda mais a noite escura dos temporais parecendo ser uma multidão em guerra entre humanos com seus disparos de canhões, morteiros ou mísseis teleguiados para alvos nem sempre militares.

Um vulcão em erupção que faz transbordar suas larvas ou lavas que descendo morros ou montes vai deixando um rastro de pedras solidificadas ao diminuir a temperatura do centro da terra.

Estas imagens parecem os sinais dos homens quando a ganância pelo poder da geopolítica como explicação que fundamenta a lei selvagem da sobrevivência como razão para o todo faz gerar da guerra fria aos campos de batalhas dentro das próprias cidades onde escorrem o sangue de inocentes simplesmente por estarem em local e horário errado da fatalidade.

Assim entendo sermos imitadores da natureza tanto na beleza,   

 

quanto na dor.  

 

Creditos: Raul Rodrigues