Sempre considerei JL forte, mas ao mesmo tempo frágil. Entendam por que.

João Lucas conseguiu o mandato - votos - sem a maturidade da Ciência da Política. E em Política cada passo traz consigo um cadafalso.

Sempre considerei JL forte, mas ao mesmo tempo frágil. Entendam por que.

Dentro da linhagem da política de Penedo – cidade com excêntrico comportamento – é muito difícil se quebrar paradigmas eleitorais. Somos um eleitorado conservador e repleto de mais erros que acertos. Vota-se por amizade e não competência vota-se por dinheiro não importando quanto vale durante os quatro anos aquela “ajuda”, vota-se por parentesco – defesa de empregos familiares – e por fim, vota-se por obediência às necessidades primárias. Nunca pelo alvorecer de um novo tempo. Toda regra tem suas exceções.

E acompanhando essa análise fria e crua, nos deparamos que apenas e tão somente dos anos 2000 por diante, a zona rural começou a ter seus próprios representantes mesmo sendo capaz eleitoralmente de fazer cobrança até de um vice-prefeito pela sua densidade eleitoral. O primeiro representante dos povoados – Leôncio Matias – não foi eleito pela sua própria liderança nos povoados, contou com apoio incondicional de Alexandre Toledo na área do campo – in memoriam – e até do grupo Andrade partido pelo qual foi candidato em 1988, e de Fátima Matias sua irmã no eleitorado da cidade, isto em seu primeiro mandato. De fato e de direito, tão-somente Derivan Thomaz e Valdinho Monteiro fizeram dos seus primeiros mandatos a voz e vez da zona rural.

Não é fácil se quebrar as amarras e os grilhões das elites penedenses que terminam por interferir nos resultados rotulando a quem não desejam que chegue à Câmara de Vereadores, e da natural linhagem política – os candidatos a prefeito – cuja guilhotina é solta mesmo antes e durante as convenções. Esses são os primeiros percalços enfrentados por qualquer um da vala dos comuns.

João Lucas é um quebrador de paradigmas. É o primeiro radialista a tomar assento na Câmara de Vereadores de Penedo, e ainda por cima com a maior votação da eleição de 2016, atingindo a marca histórica dos 2009 votos. E este redator antes das eleições lhe perguntou diante da Casa de Leis: “tem certeza que você quer entrar aí?” Respondeu; “sim!”. Então lhe disse, não misture a vereança com a sua profissão porque se não vais cair em grande abismo.

João Lucas é um potencial político em densidade eleitoral. Isto não se discute. Daí a nossa afirmativa do “forte”.

Entretanto o consideramos frágil pelas falas e decisões internas na e da política. Por exemplo: “a casadinha com Március Beltrão” em Penedo para deputado estadual, ele, e federal, MB. Como ficaria então o seu acordo com o seu maior padrinho político, Antônio Albuquerque, que tem o filho Nivaldo Albuquerque também candidato a deputado federal? A quem então apoiar ou enganar? Esta é a primeira barreira a ser transposta e que o deixa frágil.

Em segunda análise não conseguimos compreender e muito menos absorver que uma candidatura de deputado estadual já esteja decidida tão somente pela projeção de votos; “com 15 ou 16 mil votos já estarei eleito” disse JL em seu programa de rádio na Penedo FM. Considero uma temeridade para repetir, fragilidade de pensamento.

E por fim, em análise fria e crua deixo para as análises do próprio João Lucas quanto ao que ele está cavando para o seu futuro. O imediatismo seria resoluto se a vida não continuasse. Mas ela não para.

Fica aqui desde já o mesmo espaço garantido para réplica do político mencionado.

Creditos: Raul Rodrigues