Reza a lenda que “uma facada elege”, mas que também uma mexida muda rumos.

Geraldo Bulhões era um mero desconhecido da maioria dos alagoanos. Há quem diga que raios não caiam em um mesmo lugar?!

Reza a lenda que “uma facada elege”, mas que também uma mexida muda rumos.

O título bem sugerido para o momento, nos leva a refletir sobre quais das maletas de presidentes é a mais pesada. A do presidente da Câmara Federal – Arthur Lira – ou a de Marcelo Victor, presidente da ALE de Alagoas?

Em verdade vos digo, que para o estado a maleta mais pesada ainda é a do presidente da ALE, pois, sendo bem carregada – conduzida – pelo senhor presidente pode sim fazer a diferença nas eleições para governador.

Senão vejamos:

No final dos anos 90, o então governador Moacir Andrade, que foi vice da chapa de Collor para governador, em assumir o governo do estado pela eleição de Collor como presidente da república, fez manter a tradição e o acordo de que o próximo vice-governador seria também retirado de dentro da assembleia legislativa, com o seu caso.

Renan Calheiros, à época líder inconteste das pesquisas ousou então enfrentar a decisão dos senhores deputados estaduais e lançou mão da escolha do seu vice por conta própria. Severino Leão foi então o escolhido por Calheiros por unir a força do agreste a densidade eleitoral do segundo maior colégio eleitoral de Alagoas.

Errou feio e perdeu a eleição mais certa da história de Alagoas.

A assembleia legislativa reúne vinte e sete deputados de espalhadas regiões do estado, representando uma voz forte quando o tema é eleição estadual. Prova a escolha de Geraldo Bulhões para governador quando se tratava de um mero desconhecido da maioria absoluta dos alagoanos.

Portanto, nas duas observações feitas fechamos o raciocínio que Marcelo Victor terá mais importância na escolha do novo governador de Alagoas, que mesmo o presidente ad hoc  do Brasil.

Quem sabe, sabe!

Creditos: Raul Rodrigues