Quando se admite o fim de um governo: “é o que temos para trabalhar!”.

Não somos traidores do presidente, tão somente reconhecemos o fiasco de todos os discursos de antes da posse.

Quando se admite o fim de um governo: “é o que temos para trabalhar!”.

As frases de impacto de cada governo servem de banco de dados para a história registrar o “antigo café frio”, o atraso da sobremesa, ou a falta da bebida predileta do presidente, governador, prefeito ou autoridade em fim de estada em cargo ocupado. E no bom português, ninguém é todos estão.

Assim podemos analisar as últimas fases do presidente Bolsonaro, que se convenceu de maneira empírica e forçada que ele é o presidente governado e não quem governa. Seus arrotos demagógicos e seu jeito falastrão foram vencidos pelo “é o que me resta para trabalhar, ou é o que temos para trabalhar!”.

O que me resta ou o que temos, na linguagem do “ao pé da letra”, significa que não mais existo. Falam por mim, me deixe quieto, e por fim, façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço.

Para quem ainda assim defende ao presidente em exercício, pois já não mais se encontra com o cargo, apenas está em cargo de presidente, não tecemos crítica alguma. Nossa democracia permite e é de consolidado a obrigatoriedade em respeitar as opiniões de todos.

Mas todos nós sabemos que Bolsonaro não teve saída a não ser, ser exatamente igual aos outros que terminaram os seus mandatos.

 

 

Creditos: Raul Rodrigues