Os conflitos religiosos de cada dia e suas explicações espíritas

As múltiplas religiões hoje espalhadas resumem a insatisfação para com as mais antigas ou presas ao tradicionalismo

Os conflitos religiosos de cada dia e suas explicações espíritas

Ao se analisar as práticas religiosas, deve-se em primeira mão livrar-se do apego à qual religiosidade se pertença. Depois, depurar os fatos segundo os olhares ecumênicos, ou seja, ante os olhos das mais variadas possibilidades de fundamentação. E, por fim, fazer juízo de valores enraizado no epicentro das manifestações.

A Igreja Apostólica Romana, defende a ressureição de Jesus e ao mesmo tempo nega a existência do espírito. Como haver ressureição sem a engastada volta do espírito? Trata-se de uma negativa ao óbvio.

As igrejas evangélicas tratam nos dias atuais das leis mosaicas – umas ao pé da letra, outras mais flexíveis –, porém todas elas gerando um conflito contra as demais igrejas, como forma de demonstração de pureza. E a pureza não está na igreja, mas sim no fiel.

As manifestações espiritualistas – candomblé, umbanda, quimbanda, ou similares – têm as suas raízes, a princípio na origem da ancestralidade, se africana, ou de outros países asiáticos, como a fé no Alcorão, que estabelece uma das origens das religiões.

Até a chegada do Consolador Prometido, o Espiritismo, codificada por Allan Kardec que analisa o tripé: religião, filosofia e ciência que antes eram separados e hoje percebemos que com esses três elementos, é que podemos entender Deus de forma mais simples sem dogmas e sem fatos miraculosos, pois conforme a espiritualidade maior definiu “ Ciência é a luz para enxergar Deus em todas as coisas” Ele, o espiritismo Kardecista, nos trouxe uma maior abertura para uma interpretação plena do caminho ou direção cujo sentido é sempre o mesmo, Jesus.

Mas com a ressalva de que quem salva nunca é a religião, mas sim o comportamento do ser humano, sua reforma íntima, sua busca pelo aprimorar das ações em vida. Da propagação do amor em Cristo e por Cristo na ordem exata do amor ao próximo segundo a caridade e a bondade de um samaritano.

Entretanto, como fica claro no Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo XXI que fala sobre falsos Cristos e falsos profetas, a mistura das experiências prodigiosas, dos espíritos de baixa frequência, fenômeno descrito na Bíblia e nos demais livros religiosos, trazem a prova inequívoca de quem não aprendeu a diferenciar e definir com precisão a verdadeira caminhada para Cristo.

As sessões ou reuniões espíritas kardecistas verdadeiras são perfeitamente bem definidas pelo rito com o qual são dirigidas as palestras, a ordem sequencial dos temas, e ausência do egoísmo e individualismo tão presentes nos seres humanos reduzidos aos erros da sua incapacidade de aceitação do Espiritismo puro.

Músicas e cânticos não fazem parte das reuniões Espíritas Kardecistas, revanchismos e frases indiretas proferidas pelos “espíritos” não fazem parte das puras manifestações dos irmãos pertencentes às ondas de alta positividade.

E em resumo: “eles realizarão prodígios que até Deus duvidará”.        

Creditos: Raul Rodrigues