FUTEBOL: uma arte encaminhada ao descrédito por conta de tanta encenação. Veja vídeo de Pelé nos tempos do bom futebol.
01/11/2021, 14:52:41Os atletas que jogam fora do Brasil sabem a diferença entre jogar e cair. Neymar de tanto cair virou cai-cai

Fui um fervoroso vascaíno dos anos 60 até os anos 2000. Quarenta anos assistindo aos jogos desde os tempos do Canal 100 nas telas do cinema – Cine Penedo ou São Francisco – até as primeiras transmissões ao vivo da Copa de 1970 no México na cidade de Guadalajara no estádio de Jalisco onde o Brasil sagrou-se Tricampeão Mundial.
Deixe de assistir aos jogos do Vasco após as derrotas consumadas em três partidas dentre as quais o time cruzmaltino poderia empatar uma e se sagraria Campeão e perdeu as três sendo na última tomou o gol que não podia em falta magistralmente batida por Djean Petikovic fazendo ensurdecer o Maracanã com mais de uma centena de milhares de torcedores rubro-negros.
Ali deixei de ir a bares assistir aos jogos fosse de quem fosse. O Vasco continua como time que aprendi a torcer, mas sofrer.
Voltei há alguns meses, durante a pandemia a assistir aos jogos dos campeonatos internacionais – Europeu principalmente – por ter futebol de qualidade, atletas disciplinados e árbitros não confusos em suas decisões. Mesmo com o apoio do VAR.
Adentrei pelo erro em voltar a assistir jogos do campeonato brasileiro – Brasileirão – especificamente aos jogos dos melhores times na disputa. Constatei mais um erro.
Os jogadores passaram a ser verdadeiros artistas da demolição de uma boa arbitragem pelos efeitos especiais das suas divinas comédias quando de um esbarrão em um companheiro ou adversário. São cenas dantescas. E mesmo com a ajuda do VAR que aqui no Brasil é em marcha lenta – passos de tartaruga ou bicho preguiça – tiram o brilho de um futebol de verdade.
A torcida precisa de jogo jogado e não de jogo parado. Os atletas precisam jogar sem tantos melodramas de colocação de mãos no rosto, na cabeça, e na coxa quando de encontrões normais da pratica do esporte futebol paixão dos brasileiros. E os maiores nomes com apelidos de cai-cai ou Saci saltitante.
Voltarei aos jogos do campeonato Europeu onde futebol é bola rolando e jogador jogando.
Aqui nem os árbitros deixam o jogo ser jogado com tantas quedas e saltos dos trapezistas dos gramados.
Ontem Felipe Melo do Palmeiras deu uma entrada dura – seu estilo Bodão – e ao ouvir o apito do juiz da partida colocou logo a mão no rosto para declinar uma agressão, quando a disputa pela bola foi literalmente no chão.
Vejam a diferença do comportamento dos atletas com dribles de Pelé.
