FUTEBOL: uma arte encaminhada ao descrédito por conta de tanta encenação. Veja vídeo de Pelé nos tempos do bom futebol.

Os atletas que jogam fora do Brasil sabem a diferença entre jogar e cair. Neymar de tanto cair virou cai-cai

FUTEBOL: uma arte encaminhada ao descrédito por conta de tanta encenação. Veja vídeo de Pelé nos tempos do bom futebol.

Fui um fervoroso vascaíno dos anos 60 até os anos 2000. Quarenta anos assistindo aos jogos desde os tempos do Canal 100 nas telas do cinema – Cine Penedo ou São Francisco – até as primeiras transmissões ao vivo da Copa de 1970 no México na cidade de Guadalajara no estádio de Jalisco onde o Brasil sagrou-se Tricampeão Mundial.

Deixe de assistir aos jogos do Vasco após as derrotas consumadas em três partidas dentre as quais o time cruzmaltino poderia empatar uma e se sagraria Campeão e perdeu as três sendo na última tomou o gol que não podia em falta magistralmente batida por Djean Petikovic fazendo ensurdecer o Maracanã com mais de uma centena de milhares de torcedores rubro-negros.

Ali deixei de ir a bares assistir aos jogos fosse de quem fosse. O Vasco continua como time que aprendi a torcer, mas sofrer.

Voltei há alguns meses, durante a pandemia a assistir aos jogos dos campeonatos internacionais – Europeu principalmente – por ter futebol de qualidade, atletas disciplinados e árbitros não confusos em suas decisões. Mesmo com o apoio do VAR.

Adentrei pelo erro em voltar a assistir jogos do campeonato brasileiro – Brasileirão – especificamente aos jogos dos melhores times na disputa. Constatei mais um erro.

Os jogadores passaram a ser verdadeiros artistas da demolição de uma boa arbitragem pelos efeitos especiais das suas divinas comédias quando de um esbarrão em um companheiro ou adversário. São cenas dantescas. E mesmo com a ajuda do VAR que aqui no Brasil é em marcha lenta – passos de tartaruga ou bicho preguiça – tiram o brilho de um futebol de verdade.

A torcida precisa de jogo jogado e não de jogo parado. Os atletas precisam jogar sem tantos melodramas de colocação de mãos no rosto, na cabeça, e na coxa quando de encontrões normais da pratica do esporte futebol paixão dos brasileiros. E os maiores nomes com apelidos de cai-cai ou Saci saltitante.

Voltarei aos jogos do campeonato Europeu onde futebol é bola rolando e jogador jogando.

Aqui nem os árbitros deixam o jogo ser jogado com tantas quedas e saltos dos trapezistas dos gramados.

Ontem Felipe Melo do Palmeiras deu uma entrada dura – seu estilo Bodão – e ao ouvir o apito do juiz da partida colocou logo a mão no rosto para declinar uma agressão, quando a disputa pela bola foi literalmente no chão.  

Vejam a diferença do comportamento dos atletas com dribles de Pelé.

 

 

Creditos: Raul Rodrigues