Entre a rádio e o rádio está a programação e o ouvinte. Viva o dia do radialista.
07/11/2023, 08:36:08Quando Collor foi presidente da república, pensou em adquirir a Rede Manchete de Televisão. Agora perdeu a concessão da TV Gazeta filiada da Rede Globo

A emissora de rádio, seja qual for, tem uma missão social incomensurável e a responsabilidade de ser a voz que aconselha, liberta e faz voar a imaginação do ouvinte por meio das músicas tocadas, além de ser um companheiro constante em todas as horas e em todos os lugares onde as ondas hertzianas alcançam. Justamente a programação está no centro da relação entre a emissora de rádio e o ouvinte.
Antigamente, o único veículo que interligava essas duas partes era o rádio. Hoje em dia, outros dispositivos sintonizam as emissoras por meio de aplicativos, como o celular via internet, mas o rádio ainda é o instrumento mais amplamente utilizado. Nos automóveis, residências, cercas, embarcações, empresas de serviços, obras e em qualquer lugar imaginável onde haja pessoas, sempre existe alguém ouvindo um rádio.
As funções das emissoras de rádio se diversificaram ao longo do tempo. Hoje, as próprias empresas de comunicação não buscam mais os grandes transmissores para cobrir extensas áreas, como o nosso país-continente, o Brasil. As programações passaram a atender às questões locais, e, para cumprir esse compromisso, não precisam mais ter similaridade com a Grande Rádio Globo do Rio de Janeiro.
No entanto, isso tem sido um fator preponderante para o desvio da principal função das emissoras de rádio: atender aos interesses de seus detentores de concessões em detrimento de sua missão de fornecer informações precisas. Isso pode levar a distorções dos fatos, transformando-os em boatos, ou à omissão em relação a questões importantes que afetam a população local. Esses dois erros recorrentes têm prejudicado a credibilidade de alguns veículos de comunicação.
É de extrema importância que as emissoras de rádio discutam de forma imparcial e informem com precisão sobre os acontecimentos que impactam a cidade e sua população. Não se deve permitir que verdades se transformem em mentiras ou mentiras em "verdades". Podem se tornar fatos, mas nunca devem substituir a verdade.
Para isso, é necessário que as diretrizes editoriais de cada veículo de comunicação estejam alinhadas com os eventos reais nas comunidades, cidades e povoados. Isso permitirá que o público forme sua opinião com base em informações precisas em vez de boatos. Mentir ou omitir é tão grave quanto permitir que o mal prevaleça.
Na verdade, nem tanto, nem tão pouco.
