Enfim, caso Roberta Dias chega ao fim. Ufa! Quanta confusão nas investigações.

Nove anos depois, envolvidos na morte de Roberta Dias dão às Polícias Militar e Civil, e ao judiciário as provas do crime até então sem solução.

Enfim, caso Roberta Dias chega ao fim. Ufa! Quanta confusão nas investigações.

O caso mais emblemático da área policial de todos os tempos em Penedo, superando até mesmo a prisão da quadrilha que assaltou a pessoas escolhidas a dedo em nossa cidade, a quadrilha do Arlindo e do Teôni, idos dos anos 70, também o assassinato do sobrinho do então prefeito de Penedo, Tancredo Pereira, – Chico Macaco – também nos anos 70, não chegaram a tantas linhas de investigação, prisão – caso da citada quadrilha – e do inquérito inconcluso do assassinato de Chico Macaco, mexeram tanto com a Polícia e a Justiça de Penedo. E a conclusão do caso Roberta Dias veio pelas mãos dos maiores suspeitos, que sempre apontados pelos delegados que tiveram sob as suas responsabilidades, com responsabilidade, os tais “culpados”.

O caso Roberta Dias não só desafiou ao judiciário penedense quanto às Polícias Militar e Civil, que por dezenas de vezes fizeram investigações, escavações, com, quem sabe, centenas de oitivas, seguindo pistas falsas, chegando-se ao cúmulo das prisões de inocentes de verdade – hoje livres de culpas – que tiveram as suas vidas – familiares e profissionais – manchadas e não reparadas pelo próprio estado por meio de membros da Polícia Civil. Mas a sociedade há de lembrar e isentar a quem de direito, das culpas que lhes foram impostas erroneamente. Muito embora as dores, física e moral, jamais sejam sanadas. Todavia tal desfecho dê aos mesmos o direito de andarem de cabeças erguidas como d’antes. O mesmo não se pode dizer de outras autoridades.

As dores sofridas pela mãe, Mônica Reis, que nunca abriu mão da sua luta infinita pela elucidação do caso, em parte foram anestesiadas pelo encontro dos restos mortais da sua filha, para o merecido descanso em um local que a família possa rezar e se despedir da jovem sequestrada e morta por um crime sem precedentes em Penedo. Mônica deve estar movida por dois sentimentos: o da dor da perda da filha querida, e a do alívio por poder enterrar o seu coração partido com a certeza de que a sua filha está de agora por diante em lugar sabido e identificado.

Aos identificados como participantes de um crime cruel e de morte, que a justiça faça justiça de maneira exemplar para que não crie da impunidade, um rastro de novos assassinos e novas Roberta Dias. A justiça com certeza produzirá decisão para sentenciar aos autores.

Aos que denunciaram o local onde Roberta Dias foi enterrada depois de morta, que sirvam eles de lição para as Polícias Civil e Militar em sua demorada investigação a chegar ao seu final, não como forma de incompetência, mas sim como uma verdadeira aula de que pequenos criminosos podem ser capazes de atos de tamanha frieza e de plano arquitetado para enganar as autoridades investigativas. Não se pode descartar nada! Nem tão pouco se condenar a inocentes com exoneração de autoridades e prisões de outras. As Polícias Militar e Civil bateram cabeça por entre o labirinto das incertezas.

Dos erros cometidos toda a população sabe, e se sabe, não precisamos comentar, pois fazer juízo de valores depois da ponte construída é fácil. Baseamo-nos apenas na pergunta que fizemos ao Coronel Dário então Secretário de Defesa Social em coletiva na Casa de Aposentadoria em Penedo: “senhor dentre os envolvidos não existem inocentes?”. Pois não acreditávamos na culpabilidade de pelos três dos citados no caso Roberta Dias.

 

Ah, quanto à resposta do Coronel? Não vale a pena lembrar. Tudo está esclarecido e muito bem esclarecido. Infelizmente com uma morte apurada. 

Creditos: Raul Rodrigues