Eleitor brasileiro vive de ressacas. Por isso as polarizações de sempre.
09/08/2022, 09:54:53Em 2024 em Penedo iremos ter a disputa entre os dois nomes mais falados da política.

É difícil entendermos as polarizações em todas as eleições que se seguem no Brasil, se não entendermos esse fenômeno como uma ressaca eleitoral.
Quem vence não quer mais sair, e por isso defende quem está no poder.
E quem perde fica torcendo para que os erros do gestor lhe tirem do poder para ser substituído pelo segundo colocado das últimas eleições.
É a busca de espaços ou das chamadas sombras das árvores da prefeitura, do estado ou da união.
Assim foi com Lula contra Collor, FHC e FHC, o derrotado de sempre, mas sempre em segundo lugar. Até que se chegasse ao novo nome – no caso José Serra – que não detinha mandato de presidente, e tal qual como novo seria mais fácil de derrubar, e foi derrubado.
Lula por sua vez, se fez presidente, reeleito presidente pela vacância de lideranças da oposição fez Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do país. Aécio não seria páreo para quem estava no poder e com poder.
Assim se sucedem as eleições nos estados brasileiros, somente tendo novas lideranças chegando ao poder, quando se esgotam as velhas e cansadas “lideranças” do passado, cujo o próprio passado condena.
De resto, a disputa será sempre entre derrotados e vencedores das últimas eleições, e com as polarizações decoradas na mente do povo.
