E a briga dos ignóbeis contra a vacina para crianças defende a morte ante à vida.

Nos áureos tempos da ignorância talvez fosse permitida a defesa do genocídio de crianças, ou infanticídio em alguns casos.

E a briga dos ignóbeis contra a vacina para crianças defende a morte ante à vida.

A humanidade não está nos melhores dos seus dias enquanto seres ditos inteligentes em detrimento aos demais animais aos quais já afirmou serem irracionais – sem raciocínio – até os dias em que os cientistas comprovaram a inteligência dos animais racionais também.

Os exemplos de que pensam e raciocinam foram demonstrados em laboratórios por polvos indo buscar alimentos entre aquários separados, porém interligados por buracos não lineares, provocando a necessidade do sobe-e-desce dos seus tentáculos, das lagostas que também percorreram distâncias por entre direções sinuosas para fugir do abrigo, ou ratos e ratazanas que buscaram melhores trajetórias para alcançarem aos seus filhotes levando alimento.

A era dos irracionais ficou para trás!

Há, todavia e de maneira intrigante a era dos inteligentes seres humanos que debatem sobre o uso das vacinas – mesmo que experimentais – para se curar e erradicar males ou doenças, ou ainda nos tempos atuais enfraquecer o poder de letalidade de um vírus assassino que matou milhões pelo mundo a fora. E os números não são fictícios nem mentirosos. São reais e verdadeiros.

Desde a “Revolta da Vacina” em 1904 vivida pela população do Rio de Janeiro há mais de um século não se via tamanha intransigência de uma nação provida de pessoas graduadas, pós-graduada, mestres ou doutoradas ao defenderem a não vacinação, antes de adultos, e agora das crianças tendo por base o início do número de crianças e jovens contaminados pela Coronavírus ou Covid-19, e que chamaram a atenção das autoridades sanitárias.

Os números de contaminados nesta terceira onda remetem aos não vacinados ou vacinados incompletos, entre os adultos, e as várias cepas atingindo a crianças que se tornam potenciais vetores da disseminação do vírus quando assintomáticas, servindo de introdutor dos riscos de mortes dos seus parentes mais velhos. Podendo ser também um exponencial transmissor dentre os colegas em suas escolas.

Nos dois casos, transmissores involuntários.

Aí se insurge contra a vacinação uma gama de pais que se vacinaram, mas que põe em dúvida a margem de segurança da mesma vacina que lhes garante a vida. É a marca da irracionalidade ante ao espelho do próprio Narciso.

Já não podemos discutir tão somente a IRRACIONALIDADE dos animais com a exclusão dos seres humanos.

 

 

 

 

Creditos: Raul Rodrigues