Como explicar as chapas majoritárias para o governo de Alagoas.

Também se fala em Rui Palmeira como candidato a governador, mas até agora é alma de voo solo.

Como explicar as chapas majoritárias para o governo de Alagoas.

A formação das chapas majoritárias que irão concorrer ao governo do estado em Alagoas será forjada na mais pura e alta temperatura – fusão de precisão – para que não haja amanhã separação das partes, e cujos discursos sejam alinhados entre aliados. Se não a coisa fica confusa.

Arthur Lira está a forjar a chapa em cuja cabeça o senador Rodrigo Cunha traga aliados que reforcem as chances de vitória, pois a sua vice na chapa deverá ser a sua prima Jó Pereira – deputada estadual – diríamos que puro-sangue, buscando somar tantas quantas lideranças possam reforçar a sua linhagem política.

Mas Arthur Lira sabe que na frente tudo pode mudar.

A chapa de formação ideal para o governador Renan Filho e o senador Renan Calheiros passa pela busca de um nome para vice do PT, para assim poder trazer para Alagoas o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva – o Lula – tendo como vice na chapa encabeçada por Paulo Dantas, o desembargador Tutmés Ayran, uma figura de estreita e permanente presença nas lides do Partido  dos Trabalhadores.

Na chapa de Rodrigo Cunha os demais apoios ainda serão pela regra das aproximações logarítmicas, ou aproximações sucessivas, diminuindo passo-a-passo todos os erros possíveis.

Rodrigo Cunha não é um nome totalmente desconhecido do povo alagoano, mas também não representa uma esperança de mudança, pois em sua carreira política mudanças não são marcas perenes. Cunha está mais para um político mineiro que mesmo para uma alavanca política.

Paulo Dantas também sofre da mesma situação se comparados os dois pelo eixo do conhecimento do povo alagoano. Mas isso me traz à lembrança do nome de Geraldo Bulhões nos idos de 90, quando a assembleia legislativa resolveu dar total apoio ao nome de GB o transformou em vitorioso nas urnas.

E o mesmo fenômeno ocorre hoje levando-se em conta o fator conhecimento, sendo que em 1992 o adversário de Geraldo Bulhões foi nada menos que Renan Calheiros, amplamente conhecido de todos, virtual governador nas pesquisas de intenção de votos e perdeu.

E Paulo Dantas sai de dentro da ALE com força total com o apoio de Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, homem de palavra e comanda quase duas dezenas dos 27 deputados estaduais.

Enquanto isso, Arthur Lira arregimentou para Rodrigo Cunha, Cícero Almeida, ex-prefeito de Maceió que tudo que disputou nas últimas eleições, perdeu.  

 

  

Creditos: Raul Rodrigues