Brasileiro mais pobre com contas atrasadas para poder comer em tempos de eleição; com maior Fundo Eleitoral Partidário do Mundo. Vai dar em quê?
23/01/2022, 11:25:43População vulnerável aos políticos de bolsos cheios do Fundo Eleitoral em ano de eleições está virando uma máxima. Fiquem de olho!

Os maiores analistas econômicos do país concluíram o óbvio, que o povo brasileiro vive com a renda no menor nível da série histórica dos últimos governos levando a população a atrasar contas para priorizar comida, comprometendo as séries perpétuas de energia e água. E isto é chamado de crise.
Na verdade é uma escolha entre o que pagar e o que atrasar por conta do arrocho financeiro nunca antes ocorrido desde 2012 cuja conclusão é do IBGE. É uma pedalada fiscal atrás da outra.
Não bastasse a população estar ganhando cada vez menos por conta da carestia, a desigualdade vem aumentando em meio à pandemia da covid-19, que colocou o país de volta ao mapa da fome.
Duas em cada três categorias de trabalhadores não têm reajustes suficientes para recompor as perdas com os aumentos de preços, de acordo com sindicalistas. Em 2021, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou alta de 10,06%, a maior variação anual desde 2015.
Nesse contexto, muitas famílias já escolhem comprar comida ou pagar as contas. O desemprego deu uma leve recuada, devido à reabertura da economia, conforme os dados mais recentes do IBGE, mas ainda atinge um grande número de brasileiros, e a informalidade voltou a crescer.
O número de desempregados chegou a 12,9 milhões de brasileiros no trimestre móvel de agosto a outubro de 2021, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Perdas reais Pesquisa da consultoria IDados, com base em dados da Pnad, revela que 30,2 milhões de brasileiros não ganham o suficiente para sobreviver e têm renda de trabalho de até R$ 1.100, o valor do salário mínimo de 2021.
Aliás, desde 2019, o piso salarial deixou de ter ganhado real, e, no ano passado e neste ano, não tem compensado a alta do custo de vida. No fim de 2021, o presidente Jair Bolsonaro (PL) editou a Medida Provisória (MP) nº 1.091/2021, que aumentou o salário mínimo para R$ 1.212.
Apesar de o reajuste nominal ser de 10,18%, descontada a diferença em relação ao reajuste abaixo da inflação ocorrida no piso do ano passado, a correção foi de 10,02%, conforme os dados do Ministério da Economia.
Logo, o novo piso salarial ficou 0,14 pontos percentuais abaixo da alta de 10,16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — indicador que corrige o salário mínimo — registrada em 2021.
E para completar a redução do poder de compra do brasileiro, a volta ao trabalho pós-pandemia de várias categorias trouxe dessabores quanto aos salários antes praticados e quem não aceitou reduzir salário ficou desempregado. Com salário menor maior arrocho na economia doméstica.
E não ficaram de fora so servidores públicos federais cujos salários ainda estão congelados.
