Brasil; um país literalmente de ponta-a-cabeça – de cabeça para baixo.

Bolsonaro diz que não perdeu as eleições, mas quem assumiu foi Lula. E, em Penedo, Ronaldo dispara em aceitação, e Mb diz que é o seu erro.

Brasil; um país literalmente de ponta-a-cabeça – de cabeça para baixo.

Se analisarmos o momento atual do Brasil, país de muitas versões, misturas de cores, de tamanho continental, rasgado por águas entre terras, e de um povo ora unido, ora desejando a separação, assim decantada por Elba Ramalho em “imagine se o Brasil for dividido, e o Nordeste ficar Independente”, veremos que estamos vivendo os tempos do ponta-a-cabeça, ou seja de cabeça para baixo.

O campeonato Brasileiro de Futebol tem foco na Zona de Rebaixamento e não na disputa pelo Campeão, quem perde as eleições não aceita o resultado das runas e recria uma discussão para a desconstrução de quem venceu, e quem está de fora dos cargos de presidente, governador ou de prefeito, caso de Penedo, se dizendo mandado por Deus para corrigir um erro. Deus não permite a um humano corrigir erros. Quem tem que corrigir é voz do povo, que segundo adágio popular que é a Voz de Deus. E esta diz o contrário. Corrigir sim, mas o erro do que já passou.

O errado está certo, a justiça é a mesma que confunde aos mais experientes operadores do Direito, e as provas de atos falhos sendo consideradas sem valor ou julgadas em “justiça incompetente” até a última instância sem se dá conta disso.

A liberdade de expressão sendo cada vez mais cerceada que permitida, mesmo que tudo que tenha sido dito ou escrito a mais pura verdade o seja. A mentira tomou conta de tudo tentando virar fato, o que por vezes acontece, mas jamais se tornando verdade por mentira sempre ser.

As grandes partilhas de opinião sendo jogadas como definitivas em nome de uma PAZ perdida em nome da política. E assim se dividem famílias e racham-se velhas amizades – as que prestam – deixando de saldo positivo as que terminaram por não prestarem mesmo. O único ponto positivo.

Ter crédito o que era uma rotina da maioria absoluta, passou a ser de uma minoria quase imperceptível, pelo restrito número de nomes fora do SPC e do SERASA. E os órgãos públicos no CAUC.

Ir a um barzinho relaxar entre amigos pode ser um convite à morte por engano. E em linhas gerais, as apurações de crimes do colarinho branco sendo levadas ao banco dos réus de onde saem “inocentados” pela hermenêutica que justifique os fins.

Só uma coisa continua na mesma: as perseguições, prisões e condenações aos três Ps: de pretos, pobres e putas.    

Creditos: Raul Rodrigues