Quem perde a sua identidade no vácuo da vida, é infeliz para sempre

Crônica da Vida Real.

Quem perde a sua identidade no vácuo da vida, é infeliz para sempre

Existem pessoas que não possuem dentro de si as suas identidades, não se encontram com as suas falhas ou defeitos, e por isso não os corrige nunca. Perambulam por entre as janelas do tempo, mas sempre sozinhas mesmo que acompanhadas.

Homem que não nasceu para ser pai deveria nascer castrado. Pois assim evitaria o sofrimento dos filhos ou filhas, por conta do ódio eterno às suas parceiras de agonia. Felicidade não significa todos os dias sem problemas. 

Bem assim também deveria acontecer com as mulheres desprovidas do amor materno. Desejam viver as suas vidas quais aves de rapinas, caçando as vítimas para delas tirarem proveito, e depois, passam a viver do que lhes restam de oportunidades. Ter bens não significa viver bem.

O pai que sou é dito pelas minhas filhas. Nunca as abandonei para o sempre, mesmo que tenha errado em alguns momentos que os refiz com o retorno. Dos meus netos recebo o carinho de um extremoso pai. Minha vida foi refeita a cada caminhada e sem enganos por saber enfrentar os bons e maus momentos. Ninguém é feliz de todo. E errar é parte do aprendizado.

Já, viver se remoendo dos erros e sequelas do que foi feito no passado é ter dentro de si o atestado de origem genética. Quem nasceu para ser desvairada morrerá seguindo os passos da podridão. Mãe devassa, filha encaminhada, já dizia o meu ídolo, Major Horácio, a quem nem sempre ouvi. Porém, com constatação dos tempos passados deixou a prova. 

A janela do coração é dita como sendo os olhos, mas o verdadeiro mostruário é o comportamento da infelicidade. Briga com o vento, discute com a chuva, e se lamenta do Sol não ser da sua propriedade. Se “realiza” consciente com o dito “foi o que me restou”. Mas somente se atrai para si o que você mesma é. 

Uma peça com defeitos não se fixa bem com outra desgastada para trabalharem em conjunto. Uma desgasta a outra rapidamente. 

Ah, mas será que chorar resolve? Até que sim, porque pessoas assim sobrevivem do que lhes resta.       

Creditos: Raul Rodrigues