As interfaces das eleições sempre apontam para a falsa oposição

Artigo não refere a acordos anteriores ás eleições, e sim, aos "opositores" chamados para o governo depois das eleições concretizadas.

As interfaces das eleições sempre apontam para a falsa oposição

Ao analisar os acontecimentos, recordo-me imediatamente de que as eleições em Penedo sempre ocorreram de forma pouco transparente aos olhos do povo. A união das oposições parece suspeita. Porém, nos momentos em que a oposição se fragmentou por trás das cortinas, acordos foram feitos em troca de cargos. A formação dos governos é prova suficiente desses fatos.

A única ocasião em que a oposição se uniu foi durante as eleições de três contra um, em 1971, com Luiz Pereira, Luiz Machado e Milton Machado contra o Dr. Raimundo Marinho. Isso ocorreu porque, se os votos da oposição fossem somados, superassem em quantidade os votos dados a Dr. Raimundo Marinho, daria assim a vitória ao mais votado dos três. Então, a oposição se uniu por um propósito específico.

Entretanto, Dr. Raimundo Marinho venceu os três com uma maioria de votos. Antes e depois desse evento, Penedo nunca testemunhou uma união da oposição que não estivesse relacionada a trocas de cargos em caso de vitória. Esses cargos eram para benefício próprio, não para os penedenses. Portanto, que os eleitores de Penedo não se enganem.

Nas outras ocasiões, até mesmo as "separações" acabaram resultando na inclusão de opositores no governo. Aqueles que não perceberam isso foram afetados por cegueira e surdez. Basta ouvir a lista dos ocupantes dos cargos nos 1º, 2º e 3º escalões para identificar claramente quem estava mudando de um lado para o outro. E isso ainda está em curso.

Para concluir, fica evidente que os governos não dependem apenas de aliados; opositores se retroalimentam de secretarias e coordenadorias.

Creditos: Raul Rodrigues