Alagoas tem quase 3 mil pessoas em situação de rua

Em Alagoas há 2.888 pessoas em situação de rua, segundo o relatório de 2023 divulgado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com base no acervo do CadÚnico (Cadastro Único) do Governo Federal.
As cidades alagoanas com os maiores números no quesito são Campo Grande (804); Maceió (792); Belém (667); Arapiraca (213); e São Sebastião (172). Segundo o painel, não existem registros de habitantes sem moradia em 55 dos 102 municípios.

Cenário nacional


Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que os principais motivos que levam as pessoas a morarem na rua são problemas familiares e o desemprego. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (11) e levam em conta os dados presentes no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Segundo esse cadastro, 227 mil pessoas estavam oficialmente registradas como em situação de rua em agosto de 2023. Mas o Ipea alerta que o número não pode ser considerado como um censo oficial, pelas dificuldades que existem para fazer um levantamento fiel de todos que fazem parte desse grupo mais vulnerável.

Assim, levando em consideração os motivos individuais que explicam a situação de rua, além dos problemas com família e companheiros (47,3%), e o desemprego (40,5%), foram citados também alcoolismo e outras drogas (30,4%), perda de moradia (26,1%), ameaça e violência (4,8%), distância do local de trabalho (4,2%), tratamento de saúde (3,1%), preferência ou opção própria (2,9%) e outras questões (11,2%). Como uma pessoa pode ter indicado mais de um motivo, os percentuais somam mais de 100%.