Imprensa brasileira repercute 2º turno entre Massa e Milei

Imprensa brasileira repercute 2º turno entre Massa e Milei
As eleições do próximo domingo (19) na Argentina têm ocupado bastante espaço na imprensa brasileira nesta sexta-feira (17), quando foram divulgadas matérias sobre os candidatos opositor, o ultradireitista Javier Milei, e governista, Sergio Massa, atual ministro de Economia.
"Os dois candidatos chegam com enorme rejeição, estão lutando para saber quem supera a enorme desconfiança dos eleitores, as pesquisas mostram uma leve vantagem. A moeda foi lançada, está no ar e ninguém sabe como vai cair", avaliou hoje o canal GloboNews, mais assistido entre os noticiosos de TV fechada.
"O ultraliberal Milei foi alvo de uma campanha de medo por parte de Massa, que por sua vez prometeu a empresários fazer tudo aquilo que ele não fez como ministro", continuou a GloboNews.
Já a CNN Brasil destacou o contexto econômico com quase 140% de inflação projetada para 2023: "O dragão da inflação se reinstalou na Argentina nas últimas décadas e o mundo político não conseguiu domar o problema. Nessa reta final do governo do presidente Alberto Fernández, o ministro da Economia Massa, candidato que concorre no segundo turno, disse aos eleitores que se eleito fará tudo diferente".
Os dois canais anunciaram coberturas especiais com a participação de jornalistas em Buenos Aires.
Já na imprensa escrita, os jornais falaram da afinidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com Massa, e lembraram os gestos do mandatário e ministros em favor do candidato peronista.
Também foi lembrada a proximidade do ex-mandatário Jair Bolsonaro com Milei, assim como as viagens de seu filho, Eduardo Bolsonaro, para expressar apoio ao canidato de La Libertad Avanza.
O jornal O Globo publicou perfis dos candidatos. O postulante da Unión por la Pátria, Sergio Massa, foi classificado como "kirchnerista dissidente mas dependente de Cristina".
Já Milei foi descrito como uma "celebridade que virou candidato em carreira meteórica" e na reta final da campanha está "repetindo Trump e Bolsonaro alegando fraude sem provas".
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